terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Nike revitaliza e inaugura pista de skate no Rio


Em parceria com a Prefeitura Municipal, marca transformou antiga quadra de vôlei no bairro carioca da Lagoa para aumentar sua relação com o esporte local


 A Nike promoveu a revitalização do Street Park da Lagoa, no Rio de Janeiro, em parceria com a Prefeitura Municipal.


O espaço para a prática de skate foi reinaugurado no último sábado, dia 14, com a presença do atleta profissional da equipe Nike SkateBoarding Fábio Cristiano e do skatista carioca Rodrigo Quadros. Antes, no mesmo local, havia uma quadra de vôlei que era usada como pista de skate improvisada.

A marca também aproveitou a ocasião para promover o PRod V, a quinta evolução do tênis assinado por Paul Rodriguez, por meio de um Wear Test.
No total, 100 skatistas participaram da ação, sendo 80 deles inscritos pelo Facebook, e estrearam a pista junto com a equipe de profissionais do time brasileiro da Nike SB. Foram realizadas 10 baterias de 15 minutos cada e os melhores competidores receberam um kit exclusivo da marca.

Boneco de Steve Jobs deixa de ser fabricado por pressão da Apple

                                        Miniatura articulada era produzida pela chinesa In Icons

A foto que ilustra essa reportagem não faz parte daquelas oferecidas pela Apple em homenagem à morte de Steve Jobs. Trata-se, na verdade, de um boneco articulado do fundador da empresa, criado e vendido pela In Icons, uma fabricante de brinquedos de Hong Kong.

A impressionante semelhança com Jobs não foi suficiente para convencer seus familiares e a Apple de que o produto era uma homenagem de um fã a seu ídolo. Pelo menos, é assim que o criador do boneco se define na nota divulgada à imprensa, na qual afirma que deixará de fabricá-lo, atendendo às pressões da família e da empresa.

“Por 25 anos, fui um grande fã de Steve Jobs, acompanhando religiosamente suas conquistas e utilizando os produtos da Apple”, afirma a nota disponível no site da In Icons. A fabricante afirma que o boneco é uma homenagem ao criados da Apple, e nega que tenha desrespeitado qualquer direito de propriedade ou uso de marca.

O boneco tem cerca de 30 centímetros de altura, é articulado e vem com o tradicional figurino de Jobs: camisa preta de mangas longas e calça jeans, a barba grisalha e os óculos redondos.

A empresa se comprometeu a reembolsar os clientes que já haviam encomendado o boneco pela internet. Seu preço era de 99 dólares, mas a notícia de que deixará de ser produzido já fez sua cotação disparar. Segundo o jornal britânico The Telegraph, o boneco já é encontrado por 135 dólares no eBay.

6 companhias que já começaram o ano com demissões em massa


Juntas, essas empresas vão cortar pelo menos 13.600 funcionários em 2012


O ano mal começou e algumas companhias decidiram frear o ritmo, com o anúncio de demissões em massa já nos primeiros meses do ano.

Veja, a seguir, as companhias que já anunciaram seus planos de demissões para 2012:
Novartis
A farmacêutica Novartis vai cortar cerca de 2.000 postos de trabalho nos Estados Unidos. As condições de mercado não favoráveis e a queda nas vendas foram dois fatores determinantes para que a companhia chegasse a essa decisão.
Além disso, a empresa se prepara para perder a patente de um medicamento para tratamento de pressão alta. Com isso, as vendas devem ser ainda menores neste ano.
Segundo a farmacêutica, a reestruturação terá um custo de 160 milhões de dólares no primeiro trimestre e levará a uma economia de 450 milhões de dólares por ano até 2013.
RBS
Nesta semana, o banco britânico Royal Bank of Scotland (RBS) anunciou o corte de 3.500 postos de trabalho a fim de reestruturar suas operações.
O RBS tem mais de 80% de participação do estado e vai encerrar algumas atividades, como fusões e aquisições, corretagem e operações ligadas à bolsa.
Durante a crise financeira, o banco já havia determinado que iria cortar 30.000 vagas; as 3.500 serão somadas a esse número. 
Durante a crise financeira, o banco já havia determinado que iria cortar 30.000 vagas; as 3.500 serão somadas a esse número. 
Pepsi
A Pepsi também está prestes a demitir cerca de 4.000 pessoas e, além disso, acabar com o plano de aposentadoria de seus funcionários.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a iniciativa visa aumentar os lucros da companhia, que pouparia cerca de 75 milhões de dólares.
As demissões representam apenas 1% da folha de funcionários da empresa. Atualmente, a Pepsi emprega 300.000 pessoas em todo o mundo.
Deutsche Bank
O Deutsche Bank cortou cerca de 10% dos funcionários na Austrália, nesta semana. O montante corresponde a cerca de 500 vagas.
As demissões ocorreram principalmente nos cargos de analistas e operadores, segundo fontes ouvidas pela imprensa australiana.
Em outubro do ano passado, o banco já havia sinalizado que postos de trabalho seriam eliminados para conter as despesas.
Morgan Stanley 
Já no primeiro trimestre deste ano, o Morgan Stanley planeja eliminar 1.600 postos de trabalho. As demissões vão ocorrer em todas as regiões onde o banco possui operação e vai atingir também todos os níveis hierárquicos da empresa.
Os cortes representam 2,6% da folha de funcionários do banco e a estratégia visa o corte de gastos. 
Air France
A Air France vai demitir pelo menos 2.000 pessoas em 2012. O corte nas vagas vai gerar uma economia de pelo menos 1 bilhão de dólares para a companhia aérea nos próximos três anos.
Atualmente, a Air France gasta pelo menos um terço da sua receita com o pagamento de funcionários.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Presidente do Banco Santander é investigado por fraude fiscal

Emilio Botín, 76 anos, é a 10ª pessoa mais rica da Espanha, com uma fortuna calculada em 1,5 bilhão de euros

Presidente do SantanderMadri - A Audiência Nacional, a máxima instância judicial espanhola, anunciou nesta quinta-feira o início da investigação de Emilio Botín, presidente do Santander, o primeiro banco da Eurozona, e membros de sua família por um suposto delito de fraude fiscal.

A investigação afeta Botín, seus cinco filhos (entre eles Ana Patricia Botín, diretora geral da filial britânica do grupo), assim como seu irmão Jaime Botín (que também é suspeito de ter falsificado documentos) e seus cinco filhos.
Emilio Botín, 76 anos, é a 10ª pessoa mais rica da Espanha, com uma fortuna calculada em 1,5 bilhão de euros, segundo a revista Forbes.

Apple aponta trabalho infantil e mais abusos em fornecedores


Pela primeira vez, empresa divulga lista completa de parceiros e reconhece que há problemas com alguns deles


A Apple divulgou pela primeira vez, nesta sexta-feira, uma lista completa de seus fornecedores. O mais importante, porém, é que a empresa reconheceu que há problemas com alguns deles, como trabalho infantil e abuso na carga horária dos empregados.

A Apple admitiu, por exemplo, que encontrou seis casos em curso de fornecedores que utilizam mão-de-obra infantil. Outros 13 casos do mesmo tipo  foram rastreados no passado.
O documento é resultado de 229 auditorias realizadas pela empresa em fornecedores no ano passado. O número de inspeções é 80% maior que o de 2010. Para os analistas, a divulgação do relatório é a resposta da Apple ao crescente fluxo de notícias negativas envolvendo seus fornecedores.
O último caso ocorreu no início deste mês, quando 150 funcionários da chinesa Foxconn ameaçaram saltar da cobertura da fábrica, naquilo que seria um suicídio em massa. Os empregados protestavam contra as condições de trabalho em uma das linhas de produção.
Além do trabalho infantil, a Apple constatou abuso no número de horas trabalhadas – o código de conduta da empresa estabelece um máximo de 60 horas semanais para os fornecedores -, más condições sanitárias, irregularidades no pagamento de salários, falta de segurança na operação de equipamentos e testes de gravidez para a admissão de mulheres.
“Eu gostaria de realizar melhorias significativas nestas área e eliminar qualquer caso de trabalho infantil”, afirmou o presidente da Apple, Tim Cook, na divulgação do relatório.
Veja, abaixo, a íntegra do relatório divulgado pela Apple.

"O Brasil virou um país sério", diz presidente da GE

Para o presidente da GE na América Latina, a crise na Europa e nos Estados Unidos só reforça uma tendência - o Brasil se tornou um dos motores da economia mundial.

São Paulo - Nos últimos 30 anos, o brasileiro Reinaldo Garcia, presidente e CEO da GE na América Latina, morou nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Quando saiu do Brasil, em 1981, para estudar economia na Universidade da Carolina do Norte, o país ainda era presidido pelo general João Baptista Figueiredo.

De volta a São Paulo desde janeiro, Garcia muitas vezes se surpreende com as mudanças das últimas décadas. Com um português ainda pouco fluente, Garcia falou a EXAME sobre o ambiente de negócios que encontrou e o que faz do Brasil um mercado crucial para as multinacionais estrangeiras.

Qual foi o grande marco da economia brasileira em 2011?
Reinaldo Garcia - O Brasil tem uma economia diversificada, em grande parte movida pelo consumo interno, que tem na classe média ascendente uma enorme força. Por outro lado, o país é rico em recursos naturais. Essa conjunção de fatores são fundamentos muito positivos no longo prazo. Especificamente sobre este ano, sabíamos que o país não repetiria o crescimento de 2010, que foi muito alto. A surpresa de 2011 foi o que aconteceu na Europa e nos Estados Unidos. Nesse ambiente, o marco da economia brasileira foi a sua robustez.

Muitas empresas estrangeiras estão se instalando no Brasil e parte das que já estavam por aqui incrementou seus investimentos. A competição aumentou em 2011?
Reinaldo Garcia - Sim, aumentou, mas isso é positivo. No final das contas, é a competitividade que gera progresso. Chegou, finalmente, a hora de o Brasil ter um lugar ao sol. Várias empresas de infraestrutura estão chegando. O Brasil, no contexto da América Latina, vive uma situação interessante. Tem um mercado interno de tamanho continental para explorar e, ao mesmo tempo, está ao lado de países que também crescem muito, como é o caso de Peru, Chile e Colômbia.

O senhor passou três décadas fora do Brasil. De que forma o ambiente de negócios mudou por aqui?
Reinaldo Garcia - Aumentamos a nossa relevância política, econômica e cultural. O Brasil não é mais só o país do futebol. É o país de grandes multinacionais, de executivos inovadores e empreendedores. São pessoas que se desenvolveram em uma época muito difícil no Brasil – de inflação, pacotes, crises. Isso criou uma geração de pessoas muito capazes. A continuidade da democracia e da política econômica nas últimas décadas também merece destaque. De modo geral, as instituições estão mais evoluídas. O Brasil hoje é um país muito sério.

O que deveria ter mudado e não mudou?
Reinaldo Garcia - O problema brasileiro é a burocracia. Os processos são complicados. As regras não são claras e, às vezes, acabam sendo contraditórias. É isso o que impede que o cenário brasileiro seja excelente. As pessoas que querem inovar acabam correndo como se tivessem bolas de ferro atadas aos pés. Isso tudo sem falar na carga tributária, que diminui a competitividade do país.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Marx e o labirinto da utopia


O humanismo em Marx é o tema do livro que o jornalista Francisco Viana lança hoje, em uma noite de autógrafos na sede da Academia Paulista de Letras. O livro, com o título Marx e labirinto da utopia, formula uma questão que emerge da atual crise econômica internacional: Karl Marx superou a utopia socialista e comunista do século XIX ou criou uma nova utopia?


Em outras palavras, o dilema situa-se entre a utopia revolucionária e a reforma social. No ponto de partida, Viana faz emergir as lutas sociais na Europa do século XIX: envolve a emancipação humana do trabalho como mercadoria, de um lado, e de outro, os utopistas clássicos – Charles Fourier, Saint-Simon e Robert Owen – na busca da dignificação do trabalho. Mas, ambos, perseguindo a construção de uma nova sociedade, com o homem autenticamente livre e senhor do seu destino.


Distante da utopia como impossibilidade, que como o autor registra, foi um conceito que ganhou força para desmobilizar os movimentos sociais, o livro procura mostrar que Marx e os utopistas foram, acima de tudo, humanistas autênticos. “Todos se interrogaram quanto a antecipação do futuro, sem a exploração do homem pelo homem, sonho perseguido deste a Grécia Antiga e que ganhou intensidade no Renascimento”, analisa Viana. “Trata-se de uma vontade que hoje se encontra sufocada pelo consumismo, mas que está ressurgindo e vai ganhar força crescente com os movimentos a favor da democracia real. O importante, e nós vamos conquistar, é construir uma democracia participativa, como a grega, só que sem a divisão entre senhores e escravos. Todos temos que ter direitos iguais”

Fundamentado na visão de futuro que emerge da construção do presente, Viana situa pensamentos e ações dos movimentos socialista e comunista, hoje esvaziados por força das próprias contradições, mas que tendem a ressurgir como desdobramento do exercício democrático. Ele traz a luz o caminho percorrido por Marx até cunhar o conceito de “ditadura do proletariado”, com base na dura repressão do poder vigente à Comuna de Paris, revela o alcance da condenação da civilização por Fourier e o sistema de integração de industriais, banqueiros e trabalhadores de Saint-Simon e detalha as ações de Robert Owen. Este último, reformador que mudou a face do capitalismo inglês, antecipando-se à educação dos seus operários, a condenação, na prática, ao trabalho infantil e a instauração do sistema cooperativa. 

Dentro dessa perspectiva, ele pergunta se Marx e os utopistas não perseguiam o mesmo objetivo por caminhos diversos? Seja qual for a resposta que o leitor encontre, o importante é que todos, Marx e os utopistas, eram humanistas e perseguiam a construção do humanismo real como homem sendo arquiteto e beneficiário de uma sociedade humana para seres humanos. Exatamente o que vem ganhando corpo com movimentos na Europa e nos Estados Unidos e, também, no Brasil.    


Viana é autor da trilogia “De Cara com a mídia”, “Comunicação Empresarial de A a Z”, “Hermes, a Divina Arte da Comunicação”. Marx e o labirinto da Utopia, lançado pela editora Biblos, do Jornalista Luciano Martins,  pode ser encontrado no site da Amazon nas versões digital (Kindle) em papel.



Lançamento:
Dia 25/11/2011
Horário: 19h:30
Local: Sede da Academia Paulista de Letras, Largo do Arouche, 324, São Paulo.
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