sexta-feira, 27 de março de 2020

BRASIL NÃO TEM TESTES SUFICIENTES PARA MENSURAR A QUANTIDADE DE PESSOAS CONTAMINADAS PELO COVID-19, O CORONAVIRUS

Segundo fonte alocada no Norte da Itália, o Brasil não tem a mínima condição de lidar com a pandemia.
Para ela, jamais saberemos a realidade dos fatos, os números exatos de contaminados e mortos: “Daqui a pouco vão recolher corpos e nem vão divulgar, para não alarmar a população, ou por não terem competência para apurar as causas”.
Até a última sexta-feira, de acordo com a minha fonte, o Brasil é o único país do globo que consegue manter em torno de 120 casos por mais de uma semana. Impossível qualquer país manter o mesmo número de casos, sem alteração, todo este tempo. Ou não estão controlando, ou não tem capacidade para fornecer os dados.
Pode haver exagero, mas para darmos conta da gravidade e da proporção da contaminação, já que quem está na Itália, sabe exatamente da extensão que ela pode chegar diz: “Deve ter mais de 10 mil casos por ai, e não tem ninguém sabendo, ou porque escondem, ou, mais, provavelmente, porque não há capacidade de examinar e contar infectados”.
A conclusão a que podemos chegar, é que o SUS pode não ter a capacidade de controlar a epidemia, pois não tem a quantidade de testes suficientes para fazer os exames apropriados.
Segundo reportagem do Globo parentes do primeiro morto pelo coronavírus no Brasil não foram submetidos a teste. Ao buscarem atendimento na ultima terça-feira, no Hospital Sancta Maggiori, da rede PreventSenior, informaram-lhes que não era possível realizá-lo. Segundo os profissionais do hospital a justificativa é que a mídia chamou demais a atenção para o problema e que não tem mais como fazer o teste em todo mundo.
Nesta quarta-feira, enquanto escrevo, recebo a informação de outra fonte que diz que no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, 9 pessoas morreram, e mais 600 estão internadas.
Esses números não foram confirmados, mas uma médica do hospital, com a qual conversei, confirmou, não em números exatos, que já tem mortos e muito mais gente doente por consequência do coronavirus do que estão divulgando.



  


O PRESIDENTE INFECTADO

Renato Manzano
Parte preponderante das responsabilidades de um presidente da República diz respeito à compreensão e domínio dos aspectos simbólicos do cargo que ocupa. A figura do presidente, sua imagem e reputação, suas palavras e atos, tanto quanto suas decisões, orienta comportamentos e chega mesmo a ditar costumes, sobretudo quando se considera a nação brasileira, formada por uma base social humilde e pouco instruída. Aqui, não me deterei a comentar aspectos políticos ligados à figura do Exmo. presidente da República, Sr. Jair Bolsonaro, e sim, especificamente, sobre sua atitude diante das manifestações ocorridas ontem, 15 de Março de 2020.Eu cheguei a suspirar aliviado e quase escrevi uma nota de apoio, quando o sr. Jair Bolsonaro, na última quinta-feira, usando máscara hospitalar, pediu a suspensão das manifestações marcadas para ontem e declarou publicamente (abre aspas): "é preciso evitar que haja uma explosão de pessoas infectadas (pelo coronavírus) no Brasil (...), pois os hospitais não dariam conta de atender todo mundo". É o mínimo que se esperaria de um presidente da República: bom senso, coerência e preocupação social elevada com a população de seu país.
Mas ficou só no discurso! Na prática, os articuladores políticos ligados ao presidente - e diga-se: com sua total concordância, continuaram a incitar seus apoiadores a irem para as ruas e fizeram de tudo para levar o maior número de pessoas às manifestações de ontem. Nada contra manifestações, pelo contrário: elas fazem parte importante do rito democrático, da participação popular na vida política do país. Mas, diante da grave crise de saúde que assola o mundo, devido ao COVID-19, a qual inicia sua escalada no Brasil, mais do que absurdo, é estarrecedor o que ocorreu ontem! Algo merecedor, isto sim, dos nossos mais profundos protestos de indignação e repúdio!
A comitiva presidencial brasileira, recém chegada dos EUA, já possui 11 membros comprovadamente infectados. O presidente da República fez o teste, que felizmente deu negativo, mas recebeu dos médicos duas recomendações: a primeira, que refaça o teste outras duas vezes - pois existe o risco de incubação e, em virtude disso, a segunda recomendação: evitar sob qualquer circunstância o contato direto com outras pessoas pois ele próprio pode ser um agente de transmissão. O que vimos ontem? O presidente abraçando e sendo abraçado, sendo beijado, apertando mãos, falando próximo de diversas pessoas... Não se pode lamentar que muitas pessoas tenham carinho pela figura de um presidente. Cabe ao presidente a responsabilidade de responder a esse afeto com equilíbrio e lucidez. 
O que pensar quando um presidente da República relativiza e denigre, com sua atitudes, os médicos da presidência, as autoridades sanitárias do país e o próprio Ministério da Saúde? O que pensar quando um presidente contraria gravemente, de forma irresponsável e contraditória, suas próprias recomendações públicas como chefe de Estado, feitas dias antes à toda a população? O que pensar quando se verifica que toda a suposta "preocupação com a saúde pública" não passou de uma farsa burlesca e que, por baixo nos panos, o que se pretendia sempre foi levar o maior número de pessoas às ruas? O que pensar da responsabilidade do representante máximo do nosso país, quando sua vaidade pessoal é colocada acima do bem maior da população a qual ele jurou honrar e defender?
Só podemos concluir que trata-se de um homem infectado. Profundamente infectado! Sim, infectado pelo desrespeito a seus concidadãos, infectado pela desonra ao cargo, infectado pela mentira, infectado por uma vaidade cega e infectado pelo terrível vírus do poder acima de tudo e de todos.
A lamentável demonstração de irresponsabilidade explícita do presidente Jair Bolsonaro, ontem mesmo, já rodava o mundo. Diversos periódicos retratam, hoje, a sua falta de grandeza e irresponsabilidade. Colegas meus de outros países, estarrecidos me escrevem pelo WhatsApp: "Seu presidente é louco?" - um deles me pergunta. Eles não conseguem compreender.
O nosso presidente debochou não apenas da saúde e da honra dos brasileiros. Ele debochou, fez pouco caso, deu de ombros, para o que estão sofrendo 100 mil infectados em 76 países. Ele zombou de um problema de saúde que está impactando a economia global e que pode gerar uma onda de desemprego sem precedentes. Ele zombou das pessoas que cumprimentou, ontem. Ele ridicularizou o Brasil diante do mundo! 
O sr. Jair Bolsonaro fez pouco caso da Vida. E eu sinto ter de escrever isso sobre o presidente da República do meu país, mas um homem assim, definitivamente, não está à altura do cargo que ocupa. Porque o sr. Jair Bolsonaro provou, diante de todo o mundo, que é um homem infectado pelo pior vírus que pode afligir um líder político: o nefasto sentimento de poder absoluto.😞!
  


Estão brincando com coisa séria

Vejo nas redes sociais, além das piadinhas, muitos falando em exagero, que não se privarão da liberdade, que sairão as ruas. Enquanto, ainda, tivermos o direito de opção, sim, continuaremos saindo as ruas, mas quando a quarentena passar a ser imposta pelo governo, como é o caso do Veneto, na Itália, uma das regiões mais infectadas pelo coronavírus, talvez essas pessoas passem a acreditar, que não se trata de ficção, como no filme Epidemia, e sim de uma catastrófica realidade.
Neste breve vídeo, Samuel Golin descreve a situação do Veneto, região onde vive.
Em sua opinião, se não forem tomadas as devidas precauções, o Brasil pode, sim, chegar ao nível de gravidade de regiões do mundo, que estão em quarentena, além do colapso do sistema de saúde do país.



quarta-feira, 11 de março de 2020

DRAUZIO E GLOBO: CULTURAS E PERSONALIDADES INCOMPATÍVEIS

Como jornalista e gestor de crise de mídia, há mais de uma década, venho reportar a minha visão em relação a crise com a digníssima e imaculada reputação do Dr. Drauzio Varella. 
Graças aos valores, missão e visão bem definidos e transparentes dessa figura pública, a crise, pelo menos com a sua identidade, foi resolvida. 
Drauzio é um exemplo de ser humano, não só pela projeção de imagem positiva à opinião pública, e sim, porque é tudo o que é projetado na sua essência. Não é só questão de imagem, mas também de identidade.
A sua imagem sem mácula se deve a sua reputação impecavelmente fortalecida pelos seus valores, caracterizados pelo humanismo alteridade, altruísmo e dialogismo para com a sociedade.
O que ficou bem claro, neste caso, foi que a resolução da crise só foi possível, pois a imagem que é projetada condiz com a identidade do médico, ou seja, com aquilo que ele realmente é. 
Sendo assim, por meio de um vídeo, mais de esclarecimento do que de retratação, pelo menos na minha opinião, Drauzio se reparou com a família e com a sociedade, para as quais devia esclarecimento.
No entanto, apesar de o médico, por meio da sua transparência, ter conseguido se explicar e ter tirado seu nome do olho do furacão, a organização para qual ele trabalha, já vem passando por uma crise institucional, já não é de hoje. 
Enquanto, a Rede Globo não entender que a comunicação mercadológica (publicidade e marketing) tem que ser condizente com a comunicação institucional, continuará chafurdando na sua própria negligência e omissão.
O Dr. Drauzio não sabia, mas a equipe de jornalistas e comunicadores por trás dele sim. Eles sabiam, e omitiram. 
Varella é um cidadão e um profissional que serve de exemplo para qualquer indivíduo ou instituição. Já a Globo, não pode dizer o mesmo. Fica complicado um colaborador, com seus valores éticos inabaláveis, continuar trabalhando numa empresa que não segue os mesmos preceitos. Uma organização que não respeita valores e posicionamento ético, dificilmente conseguirá manter um profissional que os tem. 
A lógica é clara, se uma determinada empresa ou instituição tem um posicionamento ético bem definidos, consequentemente só manterá em seu quadro colaboradores que sigam esse posicionamento. 
Fica o exemplo, seja para pessoa física ou instituições, que todos aqueles que prestam algum tipo de serviço a sociedade têm que se precaver no caso de uma possível crise. Esta só será resolvida caso tenham no cerne os valores, missão e visão muito bem definidos e consolidados. 
O paradigma de qualquer indivíduo ou organização deve estar embasado na compensação e recompensa, ou seja, toda compensação deve ser recompensada. Isso é o mínimo que os públicos de interesse exigem pelos serviços prestados.


domingo, 1 de março de 2020

Podemos considerar Bolsonaro e Hitler como figuras análogas?

A comparação que vem sendo feita entre Hitler e Bolsonaro, e que se transformou em meme nas redes sociais, não é um exagero, sátira ou hiperbolização da esquerda, e sim uma comparação adequada. 
O primeiro mesmo que tenha sido muito mais insano, pelo crime que cometeu contra a humanidade, e com toda sua insanidade, não era tão inculto e destituído de inteligência como o segundo. Mesmo com  a diferença, não podemos deixar de considerar alguma semelhança nos discursos desses “lideres” atrozes, que não é mera coincidência, como a destacada abaixo:

“Hoje, os cristãos estão à frente deste país. Prometo que nunca me ligarei a partidos que querem destruir o Cristianismo. Queremos reencher nossa cultura de espirito cristão. Queremos queimar todos os recentes desenvolvimentos imorais na literatura, teatro e imprensa, enfim, queremos queimar o veneno da imoralidade que surgiu em nossa vida e cultura pela abundância liberal do passado.” Adolf Hitler (The Speeches of Adolf Hitler, April 1922 - August 1939. Oxford University Press.)


Para mim, quem continua defendendo uma figura psicótica, como foi a do regime nazista, está sendo complacente com o fascismo, e com a possível instauração de uma ditadura. 

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

A ESQUERDA HIPERBOLIZADA

É fato que estamos passando por um dos piores momentos da nossa história: esta conjuntura antidemocrática que beira ao facismo. Isto de forma alguma é uma hipérbole, mas a questão levantada nos últimos dias, com relação ao uso de certas fantasias de carnaval, pois elas podem ser consideradas estandartes para o preconceito, é um exagero da esquerda. Não podemos dar munição para os opositores da extrema direita, por meio de um erro crasso.
A festa dos próximos dias deve ser entendida como uma inversão e ironia dos signos nacionais, e não como símbolo de desrespeito aos nossos valores. 


A ironia e a brincadeira carnavalesca com o indígena, por exemplo, devem ser vistas como uma homenagem a nossa ancestralidade, e não como sinal de desrespeito ou bandeira política contra a oposição. 





MANIFESTO DE REPÚDIO


Ter Bolsonaro como governante é uma das maiores afrontas que uma democracia pode suportar. Como podemos aceitar um machista, xenófobo, homofóbico, racista, com todos esses tipos de preconceito arraigados, como presidente da República. 
Nunca na história democrática tivemos um “líder” tão indolente que não respeita, que ataca as pessoas e as instituições sem qualquer limite de moralidade, que transgride os direitos humanos e o Estado de Direito. 

Para mim, quem continua defendendo uma figura psicótica e insana, como foi Hitler - e isso não é uma hiperbolização, e sim uma comparação adequada -, está sendo complacente com o fascismo, e com a possível instauração de uma ditadura. 
Não dá mais para viver na cegueira, a situação não é grave, é desesperadora.