terça-feira, 28 de agosto de 2012

Atitudes precipitadas dificultam posicionamentos pós crise



Paráfrase a parte, “como o vento de um tufão arrancasse meus pés do chão, onde eu já não me enterro mais”, verso de a “A Paz”, composição de Gilberto Gil, levou-me a um devaneio.

Algumas corporações devem se sentir assim, quando se veem em meio a crises, logo que veiculadas pela grande mídia e que hoje, geralmente, iniciam-se nas recentes redes sociais.
Aí vem o pior, ou se posicionam equivocadamente – caso Chevron, por exemplo – devido ao autoritarismo da liderança ou pela inabilidade da área de comunicação que, geralmente, não possui um planejamento estratégico para gestão de crises.

Muitas organizações quando se preocupam em intervir na resolução do caso, atitudes, anteriormente, precipitadas dificultam posicionamentos pós crise com o propósito de  reportar  a opinião pública, de forma clara, sem ruídos, ou seja, modificações em processos ou operações que não venham a repetir o problema.

Atitudes low profile e um relacionamento frio com as mais diversas mídias são características que acompanham esses tipos  de corporações.

Essas crises geram impactos aos stakeholders, públicos de interesse afetados pelas operações e processos das organizações, sejam eles colaboradores, acionistas, fornecedores, comunidades ou clientes.

Organizações que investem em gestão do conhecimento e têm planejamentos estratégicos bem definidos: estratégia de gestão e liderança conectadas aos valores, missão e visão corporativas geralmente não necessitam enfrentar um pós-crise com grandes complicações ou até risco de fecharem suas portas.

No planejamento estratégico defini-se – no ponto de vista do autor – a forma de compreender conflitos de poder na organização e funcionamento da família organizacional, das relações humanas dentro do ambiente corporativo.

A partir deste conceito a política é a interferência no conflito fundamental entre os colaboradores: liberdade X autoritarismo nas relações produtivas de cada setor da empresa.
Trabalhando, quase que exclusivamente o conflito entre os níveis hierárquicos e setoriais das corporações é garantida a liberdade, a satisfação pessoal e coletiva e os problemas criativos e de produção são minimizados, ou se resolvem completamente, evitando, assim, possíveis crises.   


               
     
       

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vale enfrenta processo no Canadá por morte de empregados


A Vale enfrenta nove acusações sob a lei de saúde e segurança ocupacional da província canadense, disse o Ministério do Trabalho


Vale




Toronto - A província de Ontário entrou com processo contra a Vale pela morte de dois trabalhadores na mina Stobie, em Sudbury, no ano passado.

A Vale enfrenta nove acusações sob a lei de saúde e segurança ocupacional da província canadense, disse o Ministério do Trabalho. O supervisor da mina tem seis acusações.
Os empregados morreram em junho de 2011 após serem atingidos por restos de material que eram removidos do subsolo da mina de cobre e níquel, a 400 quilômetros de Toronto.
A Vale, que fez uma investigação interna, afirmou na noite de quinta-feira que um número de fatores contribuiu para o acidente e que está implementando um plano de ação com mais de 30 medidas.
O sindicato que representa os trabalhadores nas operações da Vale na região de Sudbury está pressionando por uma vistoria de segurança em todas as minas de Ontário.
A audiência será em 14 de agosto em uma corte de Sudbury.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Comunicação empresarial como elemento estratégico de gestão


Na era do conhecimento, algumas empresas já enxergam a importância de valorizar a inteligência humana como primordial a saudabilidade e a valorização das suas marcas, produtos ou serviços. 

O processo produtivo, entendido como capital x trabalho, ou seja, a valorização da máquina e do homem como parte dela, já não se sustenta mais. Nos dias de hoje, as atenções e os investimentos não devem se ater somente a comunicação mercadológica, mas também, no desenvolvimento dos colaboradores,  detentores de informação e conhecimento. 

No entanto, as ações que encaram a comunicação como elemento estratégico nos processos da empresa, ainda, são pífias. Mesmo enxergando essa importância, muitas organizações continuam atreladas a posições autoritárias e discriminatórias, em relação às críticas e divergências dos seus colaboradores e demais públicos de interesse.


Sendo assim, não existe inteligência em uma organização não democrática, a não ser que se percebam os prejuízos que acarretam ou acarretarão a sua estrutura e resolvam, a partir das lideranças, reverem seus valores, missão e visão. 
Nós comunicadores podemos contribuir para fortalecer o debate, demonstrando os prejuízos que uma empresa não democrática pode ter, em uma sociedade que, já não é tão submissa aos desmandos e arrogância das organizações.
Empresas que não priorizam o valor de uma auditoria de imagem como estratégica, portanto, como diagnóstico e feedback para a resolução de deficiências, seja ela de caráter interno ou externo, podem ser, a médio e a longo prazo, vitimas de suas negligências.
O fundamento da gestão da comunicação estratégica está na valorização da troca de informações, cujos colaboradores participem como emissores e não só como meros receptores de informações hierarquizadas. Para isso, é imprescindível usar os canais de comunicação de forma interativa, colaborativa e segmentada.

Ricardo Bressan


 

 

 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Publicidade não reflete a identidade corporativa




A construção da imagem depende de aspectos subjetivos, a qual se molda através de relações interpessoais, informações de terceiros e da mídia. Depende da visão de mundo, do acesso as informações, da formação cultural e interesse de cada grupo ou pessoa.

Quase sempre, o que se vê é a identidade corporativa, como reflexo da imagem mercadológica, ou seja, a comunicação publicitária e de marketing como as principais formadoras de opinião no que tange a reputação organizacional. Portanto, reduzem a complexidade da identidade corporativa, a qualidade do produto ou serviço.

A identidade visual, infelizmente, está longe de ser sinônimo da identidade organizacional. Ela é simbólica e construída com o intuito de seduzir, induzir e convencer os receptores a enxergarem a empresa de forma positiva. Já, a identidade corporativa é o que ela realmente é, e normalmente, com raras exceções, a identidade visual reflete a organizacional, pelo contrário, em muitos casos, chega a ser antagônica.

Nos dias de hoje, uma empresa que preza pela imagem e, conseqüentemente, pela reputação, conduz a cultura organizacional, sua visão e missão a uma relação de igualdade e respeito a todos os stakeholders. Portanto, uma cultura que integra e unifica as ações éticas, de responsabilidade social e gestão ambiental, no que tange a imagem institucional, e concilia essas ações com as mercadológicas. 


Ricardo Bressan


Os NOVOS GATEKEEPERS da COMUNICAÇÃO



Com a ascensão das redes sociais como canal de comunicação transversal, as organizações começam amadurecer para o relacionamento com seus públicos de interesse ou nicho de atuação, nessas plataformas.
A utilização correta dessas ferramentas demanda conhecimento, estratégia, ou seja, amadurecimento e na maioria dos casos, uma mudança contundente na maneira de vislumbrar a comunicação corporativa.

Hoje é fato, os meios de comunicação, exclusivamente, as mídias digitais se caracterizam pelo seu viés democrático. A informação, tanto na produção, quanto na distribuição, deixou de estar, exclusivamente, a mercê da ideologia da grande mídia e de seu verticalismo. No ambiente digital as ideologias se amalgamam e dispersam-se em nichos, diferente da centralização das mídias tradicionais.

Já são milhares de pessoas que saem da submissão induzida e da ditadura dos gostos, 90% dos internautas já compraram online e 30% são adeptos e ativos desse tipo de comércio.

No entanto, muitas organizações que se embrenham na complexidade dessa realidade, não se dão conta de que a comunicação não é análoga a que é executada no comércio tradicional.

As empresas já vêm percebendo que é inevitável o ingresso no ambiente online, seja no viés da comunicação mercadológica ou institucional, porém, enxergam, apenas, como extensão das ações praticadas off-line.

As relações na Web se dão pela transparência, credibilidade e interação. Não que as organizações nos meios tradicionais, não devam atuar com base nessas premissas. A dificuldade, atuando ou não nessas bases, é a vulnerabilidade a que elas estão expostas, pois nas redes sociais a opinião pública emiti sua opinião sem a interferência de interlocutores.

Vejam os casos da Arezzo e Zara, que ficaram expostas a “revolta” dos internautas que são, pela sua natureza, mais esclarecidos e “ameaçadores” com  relação às organizações que atuam de forma espúria.

O novo paradigma submete e exige transparência e ética por parte das organizações.

Não que as mídias digitais tenham sobrepujado o poder das mídias tradicionais, mas vêm ganhando voz e esta se torna, a cada dia, mais estridente. A característica principal das redes sociais é a sua comunicação ascendente que parte da base para o topo surpreendendo muitas instituições.

Enfim, é imprescindível para as corporações a comunicação digital, correndo o risco de perderem a visibilidade e o market share que tinham antes dessa “epidemia”.

As corporações que mais rápido perceberem que a nova estrutura comunicacional exige uma mudança radical na forma de se comunicar, saem na frente. Essas, além da mudança, até então, hierarquizada da produção informacional, não devem diferenciar e manipular a informação para cada público de interesse, pois, hoje, estão ao jugo dos novos GATEKEEPERS.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

PLATAFORMA LIDERANÇA SUSTENTÁVEL - Guilherme Leal, copresidente do Conselho de Administração da Natura


Sustentabilidade não é filantropia



O princípio da sustentabilidade vai muito além de ações pontuais de assistencialismo ou filantropia. Não devemos considerá-lo, somente, em ações momentâneas e isoladas. 

Práticas sustentáveis devem fazer parte do planejamento estratégico, portanto, intrinsecamente ligadas ao modelo de gestão organizacional, ser de caráter permanente, equilibrando resultados financeiros, sociais e ambientais.

Apesar de agregar valor e competitividade a uma empresa, um processo de gestão sustentável, não deve ser considerado com o fim exclusivo de gerar lucros.

A sustentabilidade vem de encontro a uma prática ampla e, por muitas vezes, difícil de gerir, de acordo com os interesses de todos os públicos envolvidos pelas ações organizacionais. Respeitando seus stakeholders e desenvolvendo práticas que valorizem e respeitem esses públicos, com certeza, o lucro seria conseqüência inevitável de um processo responsável e altruísta.

Por fim, a governança corporativa não deve se apoderar desta prática com a ideia de se promover como empresa cidadã, pois não se trata de uma ação de marketing, mas, sim, da sua promoção e valoração de acordo com sua responsabilidade, real preocupação e poder de ação, quanto as questões sociais, ambientais e econômicas, seja no ambiente em que se insere ou na sociedade como um todo.

 Ricardo Bressan