sábado, 4 de abril de 2020

AS SANDICES DE BOLSOANARO

A crise que o mundo passa, por conta do vírus COVID-19, chegou ao Brasil trazendo um quadro desastroso, para não dizer desesperador, pois a incapacidade governamental para gerir a maior crise mundial, assim considerada pela OMS, é evidente, já que o governo brasileiro está mais preocupado com a crise política, do que especificamente, com a sanitária.
A equipe técnica, por trás de Bolsonaro, por mais que se acredite na sua competência, não conseguirá gerir as crises, se não as tratarem separadamente.
Nos últimos dias, estrategicamente, o ministro da Saúde, Luís Henrique Mandetta, trouxe para suas mãos o poder de decisão frente a crise sanitária, deixando a da imagem do presidente, nas mãos da equipe de Comunicação da Presidência da República.
Sendo assim, os profissionais da comunicação agiram em várias frentes, com objetivo de resgatar a imagem do presidente, junto a opinião pública.
Aqui falarei, especificamente, de três, que são suficientes, para entendermos como o planejamento estratégico seria eficaz, porém espúrio e irresponsável, se não fosse as sandices do presidente.
Criaram três signos, ou seja, três mensagens ou discursos falaciosos, mas como eu disse eficazes:
1º O governo do presidente Jair Bolsonaro fez, em um ano, reformas, que os outros não fizeram em cinquenta.
2º Pegaram a imagem do Dr. Drauzio Varela, uma das mais positivas do nosso país, e a usaram para apregoar, já que o médico mesmo com a crise que envolveu seu nome e o da Globo, não foi crucificado como o presidente, segundo o discurso emitido pela comunicação presidencial.
Tratou-se de viralizar nas redes sociais a mensagem: Quando o Drauzio diz gripizinha tudo bem, quando é o Bolsonaro bombardeia-se.
Sendo assim a opinião pública pensa: será que não é isso? Ele diz impropérios, mas executa ações governamentais positivas.
3º Utilizaram-se de forma irresponsável do surto de 2009 do vírus H1N1, comparando-o em nível de gravidade com o COVID-19. Comprovadamente inverídico, já que não se tratou de uma pandemia catastrófica, como a que estamos vivenciando hoje.
Essas mensagens manipulativas, usadas desde o começo da semana, estavam dando resultados positivos em relação as expectativas comunicacionais do governo, mas as atitudes e ações impulsivas de Bolsonaro, como o pronunciamento da última terça-feira, foram na contramão de tudo que havia sido planejado.
O que se vê, é que o Brasil está nas mãos de um chefe de estado, que toma atitudes isoladas, que se utiliza dos arquétipos de sua equipe de comunicação para se manter indiscriminadamente no poder.
Bolsonaro se tornou uma figura incontrolável, perigosa, do qual ninguém consegue mais tomar as rédeas. Tentam censurá-lo e aconselhá-lo, mas nem sempre obtém sucesso.
A conclusão a que podemos chegar é que não se trata de política partidária, e, sim, de gestão, estratégia e discernimento para agir mediante um cenário tão catastrófico, como o que estamos vivendo.



domingo, 29 de março de 2020

CORONAVÍRUS E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO

Mesmo que, com a pandemia de coronavírus, alguns empresários estejam seguindo o caminho contrário, a mecânica dos DONOS DO CAPITAL continua sendo a mesma.
Não é de hoje, que conhecemos o funcionamento controverso do individualismo da MÃO INVISÍVEL, de Adam Smith. Este conceito dita que o mercado deve funcionar livremente, sem qualquer interferência, ou seja, com regulamentos suficientes para proteger apenas os direitos de propriedade. 

Porém, com todo o egoísmo ditado por essa filosofia, que se estende até os dias de hoje, grandes crises, causadas por pandemias, sempre levaram a mudanças de paradigma, como as da peste negra e a da gripe espanhola. No caso dessa, os impactos e consequências religiosas, sociais e econômicas, afetaram drasticamente o curso da história europeia. 

Não é diferente com a nova pandemia que nos aflige. Muitos questionamentos e mudanças paradigmáticas, têm ocorrido, obrigatoriamente, quanto a forma com que se comporta a sociedade conduzida pelo capital. Ao mesmo tempo, que a crise nos restringe, passamos a nos questionar, quais são realmente as nossas necessidades e prioridades, em detrimento das nossas preferências e superfluidades. Comportamentos conduzidos pelo altruísmo, alteridade e empatia, características, até então, incompatíveis com o regime capitalista, passam a ser questionadas. 

Atitudes, como as da dono da rede de restaurantes Madero, Junior Durski, passaram a ser alvo de boicotes após ele gravar um vídeo que pregava o fim do isolamento, recomendado como forma de conter o coronavírus. Ele disse também que o Brasil não pode parar por conta de 5 ou 7 mil pessoas que morrerão. 

É assim que funciona o pensamento individualista do filósofo Smith, que para proteger os direitos do capital e da propriedade deve-se sacrificar qualquer tipo de obrigação que venha a prejudicá-los.

Deflagrações, como a do coronavírus, não são suficientes, para que se deixe de lado a subserviência ao capital, mesmo que para isso ele tenha que se transvestir com a falsa moralidade e altruísmo, como no caso do Banco Itaú, que disparou e-mails para seus clientes brasileiros, residentes na Europa, oferecendo empréstimo, como se esse tipo de concessão fosse um tipo de ajuda, dizendo assim que estava ao lado deles, neste momento catastrófico, causado pela crise da pandemia. 

Eis a resposta de um dos seus clientes: 
“Prezados,
Não... o Itaú não está do meu lado, nem do lado de ninguém (além dele mesmo) neste momento. 
Se quiserem cuidar do que realmente importa, que a meu ver é o povo brasileiro, façam por eles!!!
Graças a Deus não preciso de ajuda neste momento, e estou fazendo minhas doações a quem eu puder ajudar.
O “LUCRO” do Itaú em 2019, foi de 28.4 bilhões, o que daria para destinar um salário mínimo por mês, durante dois meses, para 13.588.516 famílias. 
Se cada um fizer a sua parte neste momento, o Brasil não irá à falência.”

Espero que, ao menos, por conta desta grande crise, transcendamos esses traços, que nos atrasam até hoje, por conta do pensamento ególatra da filosofia capitalista.



sexta-feira, 27 de março de 2020

É SÓ UMA GRIPIZINHA

Não nos preocupemos! 
Como o governo pede, priorizemos a economia em detrimento da vida. 
Como vem dizendo o nosso presidente: mantenham os idosos em casa, evitem o contato, sendo que são eles e as pessoas com doenças respiratórias, fumantes, hipertensos e pacientes com HIV os que correm mais riscos de contrair o coronavírus. 
Façamos como o prefeito de Milão, Itália, Giuseppe Sala que há um mês, mesmo com a pandemia, estimulou os moradores da cidade a continuar as atividades econômicas e sociais, com a campanha “MILÃO NÃO PARA”. Nesta quinta-feira (26/3), após a cidade italiana contabilizar 4,4 mil mortos, o prefeito reconheceu que errou ao apoiar o movimento.
Só hoje, a Itália somou 4400 novos casos e 970 mortos.
Ouçamos nosso lúcido chefe de estado.
Deixemos o confinamento! 
Voltemos ao trabalho!



CRISE POLITICA X CRISE SANITÁRIA

A crise que o mundo passa, por conta do vírus COVID-19, chegou ao Brasil trazendo um quadro desastroso, para não dizer desesperador, pois a incapacidade governamental para gerir a maior crise mundial, assim considerada pela OMS, é evidente, já que o governo brasileiro está mais preocupado com a crise política, do que especificamente, com a sanitária.

A equipe técnica, por trás de Bolsonaro, por mais que se acredite na sua competência, não conseguirá gerir as crises, se não as tratarem separadamente. 

Nos últimos dias, estrategicamente, o ministro da Saúde, Luís Henrique Mandetta, trouxe para suas mãos o poder de decisão frente a crise sanitária, deixando a da imagem do presidente, nas mãos da equipe de Comunicação da Presidência da República.

Sendo assim, os profissionais da comunicação agiram em várias frentes, com objetivo de resgatar a imagem do presidente, junto a opinião pública.
Aqui falarei, especificamente, de três, que são suficientes, para entendermos como o planejamento estratégico seria eficaz, porém espúrio e irresponsável, se não fosse as sandices do presidente. 

Criaram três signos, ou seja, três mensagens ou discursos falaciosos, mas como eu disse eficazes:

1º O governo do presidente Jair Bolsonaro fez, em um ano, reformas, que os outros não fizeram em cinquenta

2º Pegaram a imagem do Dr. Drauzio Varela, uma das mais positivas do nosso país, e a usaram para apregoar, já que o médico mesmo com a crise que envolveu seu nome e o da Globo, não foi crucificado como o presidente, segundo o discurso emitido pela comunicação presidencial. 
Tratou-se de viralizar nas redes sociais a mensagem: Quando o Drauzio diz gripizinha tudo bem, quando é o Bolsonaro bombardeia-se. 
Sendo assim a opinião pública pensa: será que não é isso? Ele diz impropérios, mas executa ações governamentais positivas. 
3º Utilizaram-se de forma irresponsável do surto de 2009 do vírus H1N1, comparando-o em nível de gravidade com o COVID-19. Comprovadamente inverídico, já que não se tratou de uma pandemia catastrófica, como a que estamos vivenciando hoje.

Essas mensagens manipulativas, usadas desde o começo da semana, estavam dando resultados positivos em relação as expectativas comunicacionais do governo, mas as atitudes e ações impulsivas de Bolsonaro, como o pronunciamento da última terça-feira, foram na contramão de tudo que havia sido planejado. 

O que se vê, é que o Brasil está nas mãos de um chefe de estado, que toma atitudes isoladas, que se utiliza dos arquétipos de sua equipe de comunicação para se manter indiscriminadamente no poder. 
Bolsonaro se tornou uma figura incontrolável, perigosa, do qual ninguém consegue mais tomar as rédeas. Tentam censurá-lo e aconselhá-lo, mas nem sempre obtém sucesso. 

A conclusão a que podemos chegar é que não se trata de política partidária, e, sim, de gestão, estratégia e discernimento para agir mediante um cenário tão catastrófico, como o que estamos vivendo.




Este é o momento de uma figura pública atrelar seu nome a uma marca?

No último final de semana, vi Regina Casé, em nome da marca Brahma, emitir um discurso de comoção, com tudo que vem acontecendo no Brasil, por conta da pandemia de coronavírus.
Na minha opinião, não é o momento de celebridades fazerem coisas do tipo, por algo em troca. Muitos artistas vêm, sim, se utilizando de suas imagens, em suas lives nas mídias digitais, com objetivo de educar e instruir os brasileiros, pois acredito, que nos seus entendimentos, não seja mais que suas obrigações, como influenciadores e formadores de opinião. Para mim, é inadmissível que uma empresa e um artista se aproveitem do momento da maior crise mundial, para ter qualquer tipo de benefício comercial ou financeiro.


CORONAVÍRUS REVERBERA AS NOSSAS MAIORES MISÉRIAS

Conforme a manchete da seguinte matéria: “No Brasil informal com coronavírus, domésticas dependem de ALTRUÍSMO de patrões para evitar contágio”, vemos que, por muitas vezes, sem perceber, nos equivocamos ao utilizamos palavras ou significados, como consequência de uma transmissão cultural, fundamentada pelo preconceito. 
ALTRUÍSMO? 
A palavra mais adequada a esse contexto seria RES-PON-SA-BI-LI-DA-DE, já que os empregadores não estão fazendo um gesto filantrópico ou abnegado, e sim, as suas obrigações como empregadores.
A crise atual, causada pela pandemia do novo coronavírus, pelo menos no Brasil, abre as portas para a tomada de consciência, frente a relação empregador, empregado. Infelizmente, ao que parece, a fatura dos prejuízos, por conta do preconceito e transmissão cultural ególatra, mais uma vez, vai ser paga pelos trabalhadores, como no caso das empregadas domésticas, em sua maioria, negras que trabalham nas casas da classe média alta e da elite do país. Será que desta vez este quadro mudará, com os empregadores concedendo os direitos dos seus funcionários durante o período de quarentena? 
Não é o que demonstra a reportagem do El País, desta terça, 17, que reporta a situação das pessoas que dependem do trabalho informal, e representam quase a metade da força produtiva do país. Entre os que fazem parte desse grande número de trabalhadores estão as empregadas domésticas, que precisam escolher entre trabalhar e se expor ao vírus, sem seguir as recomendações de quarentena, para não ficarem sem dinheiro no fim do mês. A maioria delas vivem em comunidades com becos fechados, sem saneamento básico ou com abastecimento irregular de água, lado a lado com centenas de vizinhos na mesma situação de exclusão social. Com isso fica impossível manter distanciamento e seguir as orientações de higiene. Essa classe é composta de mais de sete milhões de mulheres, sendo que 31,7% do total é formada por diaristas que fazem bico. 
Conforme depoimentos de algumas delas, os empregadores concordam em dispensar, porém dizem que não tem como pagar o período em que suas funcionárias estiverem em quarentena. 

Até esta segunda-feira várias continuavam indo trabalhar, apesar de pegar ônibus ou trens cheios, com patrões alheios ao fato de que elas podem ser fonte de contágio ou serem contagiadas — a maioria conta com o precário Sistema Único de Saúde, ao contrário de seus empregadores.

Na semana passada, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, noticiou a solução a que chegaram um empresário carioca e sua esposa, diagnosticados com o coronavírus. Contrariando todas as recomendações dos especialistas, não dispensaram a empregada doméstica, que permaneceu no apartamento trabalhando de avental, luvas e máscara.
Ilustração do artista Rodrigo Yokota (@rodrigo_yokota) retrata este fato:
Empresário carioca de 73 anos vindo da Itália, onde contraiu o coronavírus, chega ao Brasil. Foi o primeiro caso de contágio no país. 

Em contato com ele, a esposa de 68 anos também foi infectada. Como no desenho o casal obriga a empregada doméstica a trabalhar mesmo indo contra todas as medidas preventivas. Infelizmente, esse vírus mortal, que chegou ao Brasil, veio mostrar as piores características de nós seres humanos: o egoísmo e a inexistência de qualquer comportamento de empatia, alteridade e altruísmo. Tudo o que não devemos fazer, se realmente quisermos neutralizar a grave crise de pandemia. Contudo, e como sempre, os maiores prejudicados, e o maior número de mortos serão contados entre os trabalhadores explorados pela classe média alta e a elite deste país, com o racismo e a misogenia que sempre os acompanham. Estamos longe de algum dia transcender esse traço cultural retrógrado e inaceitável, desde que esse retrocesso, pelo menos no caso desta pandemia, seja resolvido por imposição do Estado.




BRASIL NÃO TEM TESTES SUFICIENTES PARA MENSURAR A QUANTIDADE DE PESSOAS CONTAMINADAS PELO COVID-19, O CORONAVIRUS

Segundo fonte alocada no Norte da Itália, o Brasil não tem a mínima condição de lidar com a pandemia.
Para ela, jamais saberemos a realidade dos fatos, os números exatos de contaminados e mortos: “Daqui a pouco vão recolher corpos e nem vão divulgar, para não alarmar a população, ou por não terem competência para apurar as causas”.
Até a última sexta-feira, de acordo com a minha fonte, o Brasil é o único país do globo que consegue manter em torno de 120 casos por mais de uma semana. Impossível qualquer país manter o mesmo número de casos, sem alteração, todo este tempo. Ou não estão controlando, ou não tem capacidade para fornecer os dados.
Pode haver exagero, mas para darmos conta da gravidade e da proporção da contaminação, já que quem está na Itália, sabe exatamente da extensão que ela pode chegar diz: “Deve ter mais de 10 mil casos por ai, e não tem ninguém sabendo, ou porque escondem, ou, mais, provavelmente, porque não há capacidade de examinar e contar infectados”.
A conclusão a que podemos chegar, é que o SUS pode não ter a capacidade de controlar a epidemia, pois não tem a quantidade de testes suficientes para fazer os exames apropriados.
Segundo reportagem do Globo parentes do primeiro morto pelo coronavírus no Brasil não foram submetidos a teste. Ao buscarem atendimento na ultima terça-feira, no Hospital Sancta Maggiori, da rede PreventSenior, informaram-lhes que não era possível realizá-lo. Segundo os profissionais do hospital a justificativa é que a mídia chamou demais a atenção para o problema e que não tem mais como fazer o teste em todo mundo.
Nesta quarta-feira, enquanto escrevo, recebo a informação de outra fonte que diz que no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, 9 pessoas morreram, e mais 600 estão internadas.
Esses números não foram confirmados, mas uma médica do hospital, com a qual conversei, confirmou, não em números exatos, que já tem mortos e muito mais gente doente por consequência do coronavirus do que estão divulgando.