sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sejam bem vindos a ditadura corporativa

O autoritarismo, a censura e a arrogância permanecem vigentes no ambiente corporativo, mesmo com todas as evoluções no que tange o conhecimento e  a tecnologia .
Os canais de comunicação empresarial (house-organ, newsletter, jornal mural, intranet, extranet, releases) apesar de estarem ligados aos interesses da organização, não necessitam difundir uma imagem falaciosa sobre o comprometimento da empresa com seus públicos de interesse.

Uma gestão não comprometida com uma posição sustentável, portanto, ética e preocupada com a saudabilidade das relações com seus stakeholders,  não deveria se preocupar com a comunicação empresarial.  Sem essas premissas básicas ela não tem o porquê de existir.

Os meios de comunicação  tradicionais, pelo menos na teoria, devem se comprometer com a sociedade, a cidadania, o interesse público, portanto, com a imparcialidade e a divergência de opiniões, já os canais de comunicação institucional estão ligados a empresa e a seus interesses.

No entanto, não precisam ser arrogantes, prepotentes e parciais. No ambiente corporativo as divergências e o debate saudável entre seus colaboradores podem levar a grandes soluções. 

Os canais de comunicação que implantam  ditaduras,  censurando conteúdos que não condizem ou contradizem a visão da presidência e diretoria, acabam  se tornando elementos que atrasam a maturidade empresarial.

A diferença entre os meios tradicionais e os corporativos é que neste a parcialidade é descarada. Portanto, as intenções do produtor são mais facilmente percebidas pelo receptor, quanto nos tradicionais, a ideologia do emissor é implícita no significado da mensagem. Porém, os atributos do jornalismo podem ser aplicados ao institucional, desde que comprometidos com uma gestão democrática e ética.  

As mídias  digitais são mais dinâmicas, com custos baixos para edição e segmentação de notícias,  e o mais importante, são interativas.

A inteligência organizacional está no uso estratégico desses canais de forma que possam gerar feedbacks e diagnósticos para um melhor planejamento e execução de ações futuras.

Nos dias de hoje, fica mais fácil refutar o  “house- organ bombril”. No entanto, as mudanças se dão muito mais na dinâmica e praticidade, graças a evolução tecnológica, do que na mudança de mentalidade ainda focada no controle e no autoritarismo.     

Aberje realiza "Brazilian Corporate Communications Days 2011" em Londres


A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) realizará, na próxima quarta-feira (7), o "Brazilian Corporate Communications Days", em Londres. O evento, que visa apresentar as estratégias de comunicação e relacionamento de empresas brasileiras com o mercado mundial, é realizado em parceria com o Chartered Institute for Public Relations, com patrocínio da Petrobrás e do Itaú Unibanco, além de obter apoio da Global Alliance. Saiba mais

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pierre Lévy discursa sobre gestão do conhecimento e mídias digitais

Carismático, descontraído e espontâneo. É assim que um dos maiores filósofos da cibercultura, Pierre Lévy, subiu ao palco, na última quinta-feira, do Auditório Camargo Guarnieri, na Cidade Universitária de
São Paulo, para participar do segundo encontro do Ciclo USP 2.0. Saiba mais

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Debate sobre desafios da comunicação empresarial vai iniciar 5º Congresso Aberje Rio

Desafios da comunicação empresarial é o tema da primeira discussão do 5º Congresso Aberje Rio, evento com quatro grandes painéis marcado entre 8h30min e 18h do dia 7 de outubro de 2011 na capital carioca. As atividades vão acontecer na Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro (R. Vice-governador Rubens Berardo, 100 – Gávea). As inscrições já estão abertas e apresentam valor promocional até 5 de setembro. Saiba mais.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

RP na Era da Responsabilidade Social


Para Roberto Fonseca Vieira, professor da Universidade Estácio de Sá e colunista do portal RP-Bahia, a responsabilidade social deve ser assumida de forma ética, consistente e inteligente pela empresa, pois, contribui decisivamente para a sustentação e desempenho empresarial. O uso da cidadania empresarial como vantagem competitiva, reforço e fortalecimento de sua imagem institucional, diante de seus públicos, são frutos de seu posicionamento enquanto empresa-cidadã. Leia o artigo completo

SEBRAE aponta que micro e pequenas empresas investem pouco em comunicação

Pesquisa do SEBRAE aponta que apenas 0,03% das micro e pequenas empresas investem em comunicação no Brasil. Este dado mostra o grau de despreparo das empresas. Muitas nascem da vontade de empreender de uma pessoa ou mesmo da necessidade momentânea, pois ao perder um emprego muitas vezes a única saída é investir no seu próprio negócio, devido as dificuldades impostas pelo mercado na hora da recolocação deste profissional. Saiba mais. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Comunicação integrada não reflete o ambiente corporativo


A comunicação integrada, com poucas exceções, ainda, não reflete o ambiente corporativo. 
Os funcionários respondem, em sua maioria, ao viés mecanicista que foca a obediência aos ditames da hierarquia dominante. Assim, anula-se a criatividade, incentiva-se a competição nada saudável entre os setores que compõem a comunicação empresarial (publicidade, marketing, relações públicas, assessoria de imprensa), ao invés, de valorizar uma equipe que se foca em torno de um objetivo uno e ubíquo.

Como separar a comunicação institucional (assessoria de imprensa, relações públicas) da mercadológica (publicidade, marketing) se ambas de forma direta ou indireta devem prezar pela divulgação dos produtos ou serviços, reputação e imagem do seu empregador ou assessorado, portanto pela consolidação e fidelização da marca?

Na comunicação empresarial fica claro que o sucesso desses profissionais e, principalmente, das empresas para as quais trabalham, depende de ações integradas, levadas a prática, e não, como discurso promocional que sempre foca aspectos como responsabilidade social e postura ética.

Na era do conhecimento fica cada vez mais difícil, principalmente, pela diversificação comunicacional, que proporciona uma nova forma de interação e de produção de conteúdos, a manipulação da opinião pública.

Amadurecer quanto ao planejamento estratégico, cuja ação foque a integração das diversas funções que constituem a comunicação empresarial, com uma postura ética e responsável com todos envolvidos, é uma das atitudes mais importantes àquela empresa que pretende, como principal objetivo, agregar valor e fidelizar a sua marca, o seu serviço ou produto.

Seria positivo, para oferecer produtos de ótima qualidade, valer-se da utilização de mão de obra escrava? Com certeza perderia muitos clientes que se importam com isso. Nos dias de hoje, as redes sociais influenciam e muito a opinião pública.

Enfim, a comunicação empresarial é fundamental dentro do quadro de uma empresa ou organização. É ela a responsável, se bem conduzida, pela construção da reputação e imagem positiva no que se refere aos diferentes stakeholders.

Ao trabalhar com a comunicação institucional temos que nos preocupar com tudo o que acontece no local de trabalho, com sua função social, não deve ser apenas um negócio.
Portanto, precisamos ter uma visão global que envolva todas as áreas e não apenas o seu interesse comercial.

Enfim, somos responsáveis por transmitir, se quisermos obter sucesso em nossas ações, as práticas de governança corporativa, principalmente, aquelas que se referem à sustentabilidade, aos públicos consumidores, colaboradores, formadores de opinião, classe política ou empresarial, acionistas e comunidade.