sábado, 28 de junho de 2014

IDENTIDADE X IMAGEM (socialwashing)

Betty Crocker apoia o casamento gay


Marca da General Mills usa mídia social e “Sobremesas Arco-Íris” em seus esforços digitais
"A empresa de alimentos italiana está no vermelho desde que o CEO Fundador disse que "nunca iria usar casais gays em suas campanhas" Conhecida como “primeira dama da alimentação”, Betty Crocker tem gastomais de 90 anos emitindo conselhos culinários, incluindo a venda de mais de 75 milhões de livros de receitas desde que o primeiro foi publicado, em 1942. Mas nos últimos tempos, o ícone ficcional da marca assumiu uma nova "MISSÃO" como "DEFENSORA do CASAMENTO GAY"." Jorge S Pereira
Leia mais: meio&mensagem

E a alteridade continua!

E a alteridade continua! 

Pena que logo, logo voltaremos a realidade, vencendo a Copa ou não. 

Permaneçamos unidos na diversão. 




Quando voltarmos a realidade, a sociedade se dispersará como uma multidão desesperada, em fuga, presa ao seu individualismo. 

Continuaremos a enxergar aquilo que está ao alcance dos nossos olhos. 

Depois da euforia, vem a depressão.

Totalitarismo mitológico


O MITO (signo da manipulação) não se define pelo seu objeto, ou seja, pela sua matéria, mas sim da forma como é proferido. A fala mitológica é uma mensagem construída e pode ser formada por escritas ou representações (verbais ou não verbais). O discurso, assim como o do ESPORTE, o da fotografia, o do cinema e o da reportagem serve como apoio à fala mítica. O receptor (leitor, telespectador e internauta), na maioria das vezes, vive a projeção dos FATOS como uma história verdadeira e real. Enfim, o mito esvazia a historicidade, o método dialógico e humanístico, portanto neutraliza o senso crítico e de emancipação dentro do organismo social.

Fonte: BARTHES, Roland. Mitologias. Rio de Janeiro, DIFEL, 2006.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Copa desritmada




Há alguns dias, descrevia por aqui o desânimo social visível na falta de alteridade, inexistente nesta Copa. 


Comportamento antagônico a datas festivas que unem os povos em torno de comemorações de âmbito mundial. 

Parece que, tardiamente (não que não possa daqui para frente surtir resultados de uma verdadeira democracia), a sociedade vem percebendo os trâmites falaciosos de milênios da "LEI do PÃO e CIRCO". Ela vem mostrando que o prazer imediato proporcionado por esses espetáculos não resolverão as debilidades mais urgentes de suas verdadeiras necessidades.
Mesmo com a construção de discursos, mensagens e imagens, pela grande mídia, de um Brasil seduzido pelo "ópio do povo", é perceptível para os menos incautos o desânimo que se reproduz dentro do organismo social. 



Enfim, todos os dias, ao abrir a sacada do meu quarto, avisto dezenas de prédios. 


Antes do início da competição, enxergava apenas uma bandeira brasileira. Agora, vejo um pouco mais de meia dúzia. 

O que percebo nisso? 

Uma sociedade muda, mas cada vez menos míope ou seduzida pelos signos.

Como estruturas sem acabamento, o povo brasileiro vem mostrando que está nu e que necessita de compensações e recompensas, para realmente adornarem suas edificações com as cores que o representa. 











Há trinta anos, morria Michel Foucault

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“Mostrar às pessoas que elas são muito mais livres do que pensam, que elas tomam por verdadeiro, por evidentes, certos temas fabricados em um momento particular da história, e que essa pretensa evidência pode ser criticada e destruída.”


Há trinta anos, morria Michel Foucault. Leia mais no Outras Palavras

Tempo excedente = trabalho



"O tempo excedente do animal laborans jamais é empregado em algo que não seja o consumo, e quanto maior é o tempo de que ele dispõe, mais ávidos e ardentes são os seus apetites. O fato de que esses apetites se tornam mais sofisticados, de modo que o consumo já não se restringe às necessidades da vida, mas, ao contrário, concentra-se principalmente nas superfluidades, não altera o caráter dessa sociedade, mas comporta o grave perigo de que afinal nenhum objeto do mundo esteja salvo do consumo e da aniquilação por meio dele." Hannah Arendt

A natureza organizacional solipsista

O desamparo ao ser humano advém da soberania das organizações de poder (públicas ou privadas). Da natureza organizacional solipsista (egoísta) que tem como objetivo alienar os indivíduos em relação ao mundo. Esse mal está contido na erradicação total, ou seja, na eliminação inconsciente da pluralidade da face da Terra.
“O desamparo organizado é consideravelmente mais perigoso que a impotência desorganizada de todos aqueles que são governados pela vontade tirânica e arbitrária de um único homem. 

Seu perigo é que ele ameaça devastar o mundo como o conhecemos – um mundo que em toda parte parece ter chegado ao fim – antes que um novo início surgindo desse fim tenha tido tempo de se estabelecer”. Hannah Arendt