sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cinema e comunicação: Django para gigantes




Transformar em arte o que evidentemente seria violência gratuita não é para qualquer um.
 
Tarantino é um grande transgressor do cinema contemporâneo.
 
Quando achamos que não nos surpreenderá, abusando de clichês, ai vem ele, com suas mensagens subliminares que atordoa e nos faz refletir sobre um mundo apático e suas deformações atávicas.
 
Foto: Transformar em arte o que evidentemente seria violência gratuita não é para qualquer um. Tarantino é um grande transgressor do cinema contemporâneo. Quando achamos que não nos surpreenderá, abusando de clichês. Ai vem ele, com suas mensagens subliminares que atordoa e nos faz refletir sobre um mundo apático e suas deformações atávicas. O melhor, sem nos encobrir de tristeza, ao contrário, com muita ironia e humor critica uma sociedade que beira o ridículo. Nos mostra com descontração um mundo que construiu-se sobre pilares preconceituosos as custas de poder e ambição ilimitadas. Livre para pensar, livre para sentir, para refletir, livre para se divertir!!! Assim é Django livre: pense como quiser, sinta-se como puder e não se esqueça o D é mudo!!!!Ou melhor, sem nos encobrir de tristeza, ao contrário, com muita ironia e humor, critica uma sociedade que beira o ridículo. Nos mostra com descontração um mundo que se alicerçou sobre pilares preconceituosos as custas de poder e ambição ilimitadas.
 
Livre para pensar, livre para sentir, para refletir, livre para se divertir.

Assim é Django livre: pense como quiser, sinta-se como puder e não se esqueça o D é mudo!
por Ricardo Bressan

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A formação do comunicador


por Francisco Viana

Wilhelm Meister, de Goethe, ensina: é no mundo, não no segredo da consciência que se decide o destino do Homem. Ou seja, o Homem se vislumbra pelo conhecimento, pela atitude, pelo gostar de si mesmo e não apenas pelos bens e títulos que possui. O Homem seria, então, uma harmonia entre o interior e o exterior, se movendo numa dimensão espiritual ampla e, ao mesmo,  procurando aperfeiçoar-se, educar-se, movendo-se e cultivando-se. O homem, e assim pensa Goethe, é o equivalente do mundo. E o comunicador, não seria ele também um equivalente do mundo?

Essa é a questão:  como formar o comunicador? Deixando as escolas, sobretudo as de comunicação de lado, e pensando na vontade individual, um passo inicial é jamais ser órfão, independente da idade ou do patamar conquistado, de uma formação clássica.  Ler os clássicos, de Ulysses, de Homero, a Meister, de Goethe, passando pela Poética, de Aristóteles, Cervantes, Shakespeare, Victor Hugo e Flaubert, é essencial para se refletir em torno da sociedade e dos indivíduos. Ou seja, o humano.

Também, não se deve deixar de lado a genial Jane Eyre, em particular Charlotte Bonté e sua vontade moral, que condena a tirania das raízes sociais, além, é claro, Daniel Defoe, precursor do romance individualista com Robinson Crusoé.  A lista é imensa, mas o importante é ter a vontade e determinação de ter sempre um clássico ao alcance das mãos. Nada como um bom clássico para entender uma época. Se for a época moderna, não deixe de ler o emocionante Liberdade, de Jonathan Franzen, a retratar os Estados Unidos dos dias atuais. Um grande romance do século 21. Certamente, o primeiro.


Também, não se deve esquecer de mergulhar nas escolas filosóficas – em particular os platônicos, estoicos, Hegel e Marx -  , isto para que se possa compreender  a realidade na sua essência ou, melhor dizendo, tentar entende-la. O papel dominante do comunicador é sempre aquele do filosofo político. E o que é a filosofia política senão o entendimento da grande política, da grande economia, do mundo em transformação em que estamos vivendo? Por quê? O comunicador aponta caminhos, é o grande conselheiros das organizações.

Leituras fundamentais, mais do que básicas, é que irão determinar o futuro do comunicador e do seu trabalho. Não é aconselhável que tenha um léxico literário e filosófico liliputiano, nem que se deixe envolver pela prisão de grades invisíveis do dia a dia. Sair desse labirinto, que se traduz na alegada falta de tempo, exige uma rigorosa e determinada construção mental para sair do labirinto de escassas referencias, a começar pelas referencias poéticas. Nesse particular, é valioso ler a poesia de Ana Cristina César. Que bela artesã dos sentimentos. Outro poeta que deve estar sempre ao nosso lado é Konstantinos Kaváfis, com sua visão hedonista e sensual do homem. Mágico. E, por que não, procurar a poesia na música de Caetano, Gil, Chico Buarque ... no jazz de Armstrong, na ópera de Wagner, nas pinturas  e nos companheiros de viagem que estão ao nosso lado?

A poesia, como o romance e a música, permite recriar a vida e ver melhor o afago do sol e da luz das noites de lua nos momentos em que nos sentimos encurralados e sem aparente horizonte de renascimento. Na vida do comunicador esse tipo de situação é recorrente. Nutrir-se de bussolas antigas e modernos nos fazem ter confiança em nós mesmo e superar adversidades. Fugir da decadência, renovar-se pelo aprendizado. Se a formação é a espinha dorsal, o ar do cotidiano se transforma em permanente fonte de vida. Por isso, não devemos ler apenas os jornais do dia, mas ampliar a visão para a música, a moda, os artistas, a gastronomia.


Ler os jornais e revistas tradicionais brasileiros e o  New York Times e o The Economist, por exemplo. Mas não descurar das editorias de cultura do Der Spiegel, do The Guardian, Le Monde, Le Monde Diplomatique, El país e revistas aparentemente prosaica como Vanity Fair, GQ e Rolling Stones. Não é preciso saber os idiomas, basta recorrer ao tradutor na Internet. Há pouco li uma excelente entrevista de Bob Dylan na Roling Stones.  Ele dizia que admirar é muito mais importante do que criticar quem quer que seja. Existe pensamento melhor para ser assimilado por nós comunicadores? Quem não admiramos não deve ser citado, nem lembrado.

No mais, é ver filmes, sempre vivos, sempre atuais, sempre antecipando o amanhã. E  ter energia para sonhar, fazer girar a roda do presente, sem esquecer o futuro. A formação do comunicador – como deveria ser a de qualquer pessoa – avança com a juventude das épocas. Esse é o antidoto contra a nostalgia,  poção mágica para a eterna juventude. Aliás, como estamos no final do ano, uma sugestão: selecione uns cinco livros, uns cinco filmes, a músicas ... Leve com vc. E o que mais? Tomar vinhos fortes e pensar que a formação do comunicador é como o farol na neblina. Está sempre iluminando novos caminhos. Buscando soluções, o que exige conhecimento e sensibilidade. Exige  sempre se ampliar como a juventude dos tempos.   

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Narrar como ética


Na história humana é difícil dissociar a comunicação e suas narrativas de uma série de ritos onde as pessoas institucionalizam e formalizam as suas relações com outras pessoas, organizações dialogam com outras organizações e, de maneira transcendente, o profano fala com o sagrado.  Dito de uma outra forma, a comunicação em suas diferentes maneiras e narrativas depende, para se efetivar, do lugar onde se realiza, seja no entorno de uma fogueira, no interior de uma caverna,  do ambiente da casa ou do restaurante, das dimensões do espaço de shows ou da amplitude do estádio. A narrativa e sua memória estão ligadas ao lugar, como arquitetura e espaço do rito, como demonstrou mitologicamente o poeta grego Simônides (556 a.C. — 468 a.C) e, na contemporaneidade, os seus esquecimentos e apagamentos são devidos aos não-lugares, como conceituado por Marc Augé¹.


Podemos, ainda, ampliar esta ideia e acrescentar a dependência do que se quer comunicar dos inúmeros  formatos das mesas, onde se senta para falar.  E, também, pensar que a díade rito-ritual são complementares, sendo que ela conforma e estabelece narrativas embasadas em aspectos históricos, políticos,  econômicos, artísticos, tecnológicos e religiosos, entre outros, de cada época, sociedade, empresa ou instituição onde acontecem. Donas de casa, políticos, religiosos, professores, torcedores, amantes, marqueteiros e nerds produzem intencionalmente ou não narrativas alimentadas em mitologias imemoriais ou em totens tecnológicos. 

Olimpíadas como mega ritos alimentaram o crescimento do nazismo e a disseminação de suas narrativas, nos anos 1930, e já alimentam a ideia de um Brasil desenvolvido, em 2016. São essas marcações e intenções culturais sobre o que se ritualiza que, no limite, fazem com que uma comunicação entre milhões de pessoas ou entre duas pessoas transcenda de seu pequeno espaço e seja uma conversa para e com toda a humanidade.  

Em uma dimensão que passa quase sempre por ritos e suas consequências potenciais - como a comensalidade, a convivência, a consensualidade, a conversão, a conversação, a colaboração,  a conspiração, o conflito, o luto... -todo o ato de narrar é um gesto ético. Alberto Manguel lembra que “a maioria de nossas funções humanas é singular: não precisamos de ninguém para respirar, andar, comer ou dormir. Mas precisamos dos outros para falar, para que nos devolvam o que dissemos”². Acrescento ao pensamento de Manguel a esperança de que nessa devolução essencial possamos entender pelas narrativas dos outros a nossa 
identidade e os que nos diferencia do mundo.
¹ - AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas: Papirus, 1994. (Coleção Travessia do Século).
² - MANGUEL, A. A cidade das palavras. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. 

por Paulo Nassar

diretoria@aberje.com.br

Comunicação Organizacional: tirar o Planejamento Estratégico do papel


Por Marília Lobo

 Certamente você já ouviu que mais complexo do que desenvolver é implementar o Planejamento Estratégico. Sim, mesmo em tempos de muita informação, a dificuldade ainda é grande em garantir a assimilação e, principalmente, a prática das propostas do planejamento junto aos mais diversos públicos que se relacionam com a empresa.


Hoje, o tema não é mais tratado como confidencial e mitificado em suas complexidades, o que afastava as pessoas das estratégias e crenças para o crescimento, recuperação ou entrada em novos mercados. No entanto, faltam ainda, como parte do Planejamento, Modelos de Comunicação convergentes com os propostos na área da Administração de Empresas. Busca-se, portanto, lançar um olhar crítico para os elementos que unem esferas do conhecimento e que, quando tratados de forma isolada, comprometem o sucesso e os resultados desejados.  Leia mais

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria: Comunicação não é discurso, é fato




A tragédia de Santa Maria causa comoção, solidariedade e tristeza em todo o país e repercute em todo o mundo.

Os meios de comunicação, principalmente, a grande mídia explorarão ao máximo o fato durante toda a semana, como acontece normalmente em casos que despertam  emoção e apreensão da opinião pública 

Por mais dolorosa que seja, a morte de 231 jovens, em sua maioria, universitários, esse artigo tem como objetivo discutir a atuação da mídia em relação aos fatos.

Em casos assim,  o sofrimento é transformado em especulação e suspeitas , pouco se preocupa com os fatos. A realidade é recheada de comentários e opiniões, na maioria das vezes irresponsáveis a favor do “espetáculo” midiático. Quem culpar? Seguranças? Os órgãos públicos que não cumpriram com a devida fiscalização, quanto ao funcionamento do estabelecimento?   Os donos da casa?  Os músicos?

Nada disso é mais importante do que a assistência psicológica as vitimas do acidente. A mobilização de toda uma sociedade chocada, para com as necessidades das vítimas hospitalizadas que necessitam de doações de sangue.

As autoridades devem apurar corretamente o caso, sem tomar atitudes precipitadas. Esvaziar a realidade de conteúdos opinativos e tendenciosos. O papel de nós comunicadores é relatar fatos e não construções e discursos, que se apoiam em testemunhos e suspeitas, levados pela emoção do ocorrido. Comunicação não é retórica, como tenho visto nas coberturas jornalistas.

A precipitação da mídia que forma a opinião pública incluem advogados, delegados, promotores, juízes, ou seja, toda a sociedade, causando danos irreversíveis aos “prováveis” culpados, que tardiamente, depois de terem a imagem denegrida, dificilmente conseguem recuperar a reputação.

“Um dos donos da boate Kiss, que pegou fogo na madrugada de domingo (27) em Santa Maria, e dois músicos da banda que se apresentavam  na hora em que começou o incêndio foram presos na manhã desta segunda-feira. Os pedidos de prisão, de caráter temporário de cinco dias, foram decretados pelo juiz Regis Adil Bertolin.
Um caso emblemático da irresponsabilidade da mídia que causou danos irreparáveis aos prováveis culpados, foi o da Escola Base, no município de São Paulo, fechada em 1994 quando seus proprietários e uma professora foram injustamente acusados de abuso sexual contra alguns alunos de quatro anos.
O chamado Caso Escola Base envolve o conjunto de acontecimentos ligados à cobertura considerada parcial por parte da imprensa, e as atitudes precipitadas e muito questionadas por parte do delegado responsável pelo caso, que supostamente teria agido pressionado pela mídia televisiva e pelas manchetes de jornais.   


Poderia emitir minha opinião em relação ao ocorrido.  O que acho das atitudes dos seguranças, como a do músico que disparou o sinalizador. Como jornalista não é essa minha função.  
Ricardo Bressan


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Inscrições foram prorrogadas para o MBA Aberje/ESEG em Gestão da Comunicação Empresarial





As inscrições para o MBA em Gestão da Comunicação Empresarial, resultado de parceria entre Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/Aberje e Escola Superior de Engenharia e Gestão/ESEG, foram prorrogadas até o dia 4 de fevereiro de 2013 para a turma marcada para março. O curso, em nível de especialização, é uma oportunidade para profissionais de Comunicação entenderem o papel estratégico dessa área nas modernas organizações e atuarem na gestão da comunicação baseados nas melhores práticas das organizações-líderes de mercado. 

A grade curricular busca contribuir para a evolução na atuação gerencial e atualização tecnológica, bem como uma preparação para novas posições. Vão ter 430 horas de atividades, numa duração média de três semestres consecutivos – a depender do número de aulas por mês. Com características inovadoras, o curso traz diversos novos elementos na sua metodologia, indo muito além dos cursos convencionais. As aulas podem ser semanais ou quinzenais.

O processo seletivo será realizado por meio de análise de currículo e entrevista com o coordenador do curso, sendo selecionados candidatos que apresentem conhecimentos e habilidades para acompanhar as aulas com sucesso. Terá prioridade o candidato que tenha alguma experiência profissional. O Certificado de Conclusão do MBA é emitido pela Escola Superior de Engenharia e Gestão - ESEG, mantida pelo Grupo Educacional ETAPA, em parceria com a Aberje. Para mais informações, consulte www.aberje.com.br/mba . Ou então, entre em contato pelo email secretariamba@aberje.com.br  e ainda no fone 11-3662-3990 ramal 244 com Fabiany Menegossi.