segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Publicidade não reflete a identidade corporativa



A construção da imagem depende de aspectos subjetivos, a qual se molda através de relações interpessoais, informações de terceiros e da mídia. Depende da visão de mundo, do acesso as informações, da formação cultural e interesse de cada grupo ou pessoa.

Quase sempre, o que se vê é a identidade corporativa, como reflexo da imagem mercadológica, ou seja, a comunicação publicitária e de marketing como as principais formadoras de opinião no que tange a reputação organizacional. Portanto, reduzem a complexidade da identidade corporativa, a qualidade do produto ou serviço.

A identidade visual, infelizmente, está longe de ser sinônimo da identidade organizacional. Ela é simbólica e construída com o intuito de seduzir, induzir e convencer os receptores a enxergarem a empresa de forma positiva. Já, a identidade corporativa é o que ela realmente é, e normalmente, com raras exceções, a identidade visual reflete a organizacional, pelo contrário, em muitos casos, chega a ser antagônica.

Nos dias de hoje, uma empresa que preza pela imagem e, conseqüentemente, pela reputação, conduz a cultura organizacional, sua visão e missão a uma relação de igualdade e respeito a todos os stakeholders. Portanto, uma cultura que integra e unifica as ações éticas, de responsabilidade social e gestão ambiental, no que tange a imagem institucional, e concilia essas ações com as mercadológicas. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011


Sustentabilidade não é filantropia

O princípio da sustentabilidade vai muito além de ações pontuais de assistencialismo ou filantropia. Não devemos considerá-lo, somente, em ações momentâneas e isoladas.

Práticas sustentáveis devem fazer parte do planejamento estratégico, portanto, intrinsecamente ligadas ao modelo de gestão organizacional, ser de caráter permanente, equilibrando resultados financeiros, sociais e ambientais.

Apesar de agregar valor e competitividade a uma empresa, um processo de gestão sustentável, não deve ser considerado com o fim exclusivo de gerar lucros.

A responsabilidade social vem de encontro a uma prática ampla e, por muitas vezes, difícil de gerir, de acordo com os interesses de todos os públicos envolvidos pelas ações organizacionais. Respeitando os colaboradores, comunidade, clientes, acionistas, fornecedores e desenvolvendo práticas que valorizem estes públicos, com certeza, o lucro seria conseqüência inevitável de um processo responsável e altruísta.

Por fim, a governança corporativa não deve se apoderar desta prática com a idéia de se promover como empresa cidadã, pois não se trata de uma ação de marketing, mas, sim, da sua promoção e valoração de acordo com as exigências e necessidades sociais.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Comunicação para a sustentabilidade


O Brasil é considerado ambientalmente responsável quando se trata de reciclagem (71% das latas de alumínio, 35% das embalagens de vidro, 38% do papel e papelão, entre outros resíduos são reciclados), porém, tal resultado, torna-se inócuo, pois o objetivo é diminuir o lixo e não replicá-lo para ser eliminado. Não justifica que organizações e seres humanos, os quais as constituem, continuem gerando mais resíduos que permanecem degradando o ambiente para além das estatísticas.

Muitos comunicadores, por inocência e desinformação, ou por interesses escusos, têm informado de forma duvidosa sobre o consumo consciente.

Aqueles que, realmente, se preocupam com o futuro do planeta e estão bem informados, quanto às conseqüências catastróficas para as gerações futuras, cabem informar e desmistificar. As mensagens que emitem, por mais imparciais que sejam, carregam, implicitamente, uma conotação ideológica e defensora de interesses ególatras do empresariado e assessores, responsáveis pela propagação da informação.

Como seres humanos, consumidores e comunicadores responsáveis e preocupados com o futuro das novas gerações, temos como responsabilidade desenvolver canais de comunicação que efetivamente cumpram com sua finalidade, emitir mensagens que tratem dos fatos, do consumo consciente ou da sustentabilidade como um todo, tratando de sua complexidade.

Fica evidente, por muitas vezes, que a informação é emitida com objetivo de mascarar a verdade, através de um discurso vertical e simplista que resume a sustentabilidade através de exposições numéricas, no caso da reciclagem de latas e papelão, simplificando, o que realmente está por trás dessa estatística “positiva”.






Comunicação interna: missão compartilhada


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