sexta-feira, 17 de julho de 2015

A Verdade por trás do turismo estereotipado

Eu, em minha primeira vez, na República Dominicana, abstenho-me de falar dos aspectos negativos deste país, que em poucas palavras se resume à especulação dos grandes cartéis imobiliários e construtoras (as redes hoteleiras, para ser mais específico) que consomem cada peso e cada dólar dos "turistas" habituados à CEGUEIRA PSICOSSOCIAL. Falemos do VERDADEIRO TURISMO, com o qual não estamos acostumados.

No mar do Caribe há muito mais a ser explorado e admirado do que suas lindas águas azuis, fauna e flora, e belas fotos que retratem tudo a esmo. Conhecemos D.Maria que vive com filhos, sobrinhos, netos e mais, às margens da mata virgem de um rio. Ficamos fascinados com a riqueza de espírito e a simplicidade dessa senhora e seus familiares, desconectados deste MUNDO PADRONIZADO. Não vivem a pobreza, vivem num MUNDO À PARTE onde não saberíamos viver, devido à nossa natureza egoísta. Na maioria das vezes, confundimos miséria com simplicidade, pois nossos espíritos e visões são condicionados e corrompidos pelas futilidades atávicas da exterioridade autômata de um MUNDO FALACIOSO. Outro casal, que nos acompanhava, estereótipo do turista, ou seja, do TURISMO COMUM, estavam cegos à beleza que os circundava. Não assimilavam, não eram dialógicos, e muito menos humanistas com a cultura do povo com o qual "interagiam". Nossas máquinas fotográficas registraram o mesmo momento, sob ópticas diferentes.

O valor da interação x a escravidão da vontade própria


"Entenda-se por interação algo totalmente distinto de controle. Controlar é a tentativa de fazer pender para o domínio da vontade pessoal, enquanto que interagir é entregar o mando a outra vontade que não a sua. Em vez de nos ameaçar ou fazer com que nos percamos, a interação nos traz o encontro até nós." Nilton Bonder


A viagem: diversidade do verdadeiro turismo

O verdadeiro turismo, não é formado apenas por registros fotográficos - pela arte concreta e estática - mas, também, pelo diálogo com os povos. Ele não é análogo à rotina costumeira do turismo comum, que desdenha o enriquecimento do indivíduo proporcionado pela historicidade e pelo conhecimento humanístico de uma peregrinação. O turismo para turistas é estrategicamente mapeado, ou seja, repleto de lugares e hábitos comuns, que desdenham a essência e a complexidade cultural de uma determinada região. Nos acostumamos com o costumeiro, e esquecemos que podemos viver a complexidade de um mundo a parte, assimilando e fortalecendo nossas identidades por meio do "ócio criativo".

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Valores adquiridos pela convergência cultural

Os valores da humanidade só serão enriquecidos, modificados e entendidos, se invertidos pela inter-relação impactante com o outro, assimilando seus posicionamentos, ensinamentos, entendendo sua história, seus costumes culturais como diferenças, e não como divergências (por mais dominadoras e imperialistas que sejam, as culturas de algumas nações, não devemos ser intolerantes, e sim resilientes). Só assim, nos modificaremos; sendo tolerantes, por meio de novos atributos, adquiridos pelo entendimento e pela convergência cultural.

Interação x isolamento

Não temos controle sobre o futuro, quanto mais tentamos controlá-lo por meio de decisões e ações isoladas e ególatras, mais ele se desgoverna. As mudanças salutares e o amadurecimento se faz por meio das interações e não de resoluções isoladas. Esta falta de entendimento, nos faz sair dos trilhos. Uma vez descarrilhado, o futuro não é incerto, é desastroso.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O método organizacional sui generis




O método organizacional sui generis (único), seja ele governamental ou privado, é atávico e impositivo. O meme - código cultural - que o conduz é difícil de ser substituído por uma outra filosofia, pois possui conceitos fortes e consolidados.

A evolução gradual dessas premissas, tornaram-se axiomáticas, causando um aterrorizante pesadelo às minorias desprovidas de recursos capitais.

O que importa aos governos e às organizações privadas é o monopólio, hoje oligopólio, que não se importa com os seres humanos. Independente de suas condições psicossociais, os indivíduos são pressionados por meio da arma organizacional mais eficiente: o assédio moral.

Assim, opera o capital: de forma vexatória à condição humana causando, por muitas vezes, danos psicológicos irreparáveis. "Líderes" mostram-se como verdadeiros dilaceradores de cérebro.

Apesar do contexto metafórico, o método é utilizado literalmente para impor a estratégia e a execução da liderança de origem criminosa.






A organização do crime tem o mesmo objetivo: manter seu market share por meio da concorrência e da disputa de mercado. Al Capone e Bugs Moran, por exemplo, operavam seu capital, seus negócios ilegais, com metralhadoras e bastões de beisebol servis (seus instrumentos de persuasão) com o mesmo objetivo: a disputa e a preferência do mercado. Sendo assim, a dificuldade está na causa, e não no efeito.

A sociedade funciona conforme as regras do capital, e não, o contrário: o capital em conformidade com as necessidades da humanidade.

Sistema organizacional transversal

O que falta às organizações é um brainstorming generalizado que integre os seus setores compartimentalizados a uma cultura, missão e visão unificadas à técnica, à historicidade, ao humanismo e a um método dialógico. 

Enfim, que extinga a setorização por meio de uma interação transversal que quebre a relação verticalizada, autômata, egocentrada e centralizada por paradigmas retrógrados, que camuflam a ação criativa e os principais potenciais de crise, que podem ser cortados pela raiz, se diagnosticados e seguidos de um planejamento estratégico eficaz, e principalmente, transparente.