quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Frigorífico é multado em R$ 1 mi por vazamento em MS

Marfrig


O grupo Marfrig Frigoríficos e Comércio de Alimentos S/A. foi multado em R$ 1 milhão pelo vazamento de produto químico que causou a morte de 4 funcionários e deixou mais de 30 intoxicados, ontem à tarde, no município de Bataguassu, em Mato Grosso do Sul.


A multa foi dada pela Polícia Militar ambiental do estado, calculada com base no artigo 61 do decreto federal de 2008, que trata da penalidade imposta quando os níveis da poluição causam danos aos seres humanos. Segundo a Polícia ambiental, após avaliação no local, foi constatado que o vazamento foi um acidente e que as licenças do estabelecimento estavam em dia.

De acordo com a Polícia ambiental, a empresa tem 30 dias para se manifestar. O auto de infração será julgado e a multa poderá ser aumentada ou reduzida ao final do processo administrativo instaurado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

Os autos administrativos também foram encaminhados à Polícia Civil, que abriu inquérito para apurar as mortes dos funcionários, e ao Ministério Público do Estado, que vai investigar possíveis danos ambientais.

China barra meganavios em seus portos e prejudica Vale

O comunicado surge apenas um mês depois de a Vale tentar descarregar o navio Berge Everest, carregando com 388 mil toneladas de minério de ferro, no porto de Dalian




O governo chinês não permitirá mais que navios gigantes que superem a capacidade máxima aprovada de 300 mil toneladas atraquem em seus portos, informou o Ministério do Transporte do país nesta terça-feira, minando os planos da mineradora Vale de utilizar seus megacargueiros para suprir seu principal mercado de minério de ferro.

Os navios que excediam a capacidade aprovada antes eram avaliados caso a caso, mas o ministério informou em comunicado em seu website nesta terça que navios cargueiros e petroleiros gigantes estão proibidos, medida que entra em vigor imediatamente.

O comunicado surge apenas um mês depois de a Vale tentar descarregar o navio Berge Everest, carregando com 388 mil toneladas de minério de ferro, no porto de Dalian - rapidamente gerando protestos da influente associação de armadores chinesa (China Shipowners Association), que tem ativamente pedido que Pequim barre os navios gigantes da Vale.

Atualmente, nenhum porto chinês tem aprovação para receber navios com mais de 300 mil toneladas e os navios da Vale podem carregar até 400 mil toneladas. Fontes da indústria disseram que a entrada do Berge Everest no porto de Dalian provavelmente ocorreu por uma falha burocrática, uma vez que estas permissões podiam ser emitidas por autoridades das províncias.

Declínio setorial - O Ministério do Transporte chinês admitiu que sua decisão de proibir navios gigantes também decorre em parte da crise que assola a indústria de navegação chinesa, assim como assuntos de segurança marítima.

Com a desaceleração econômica em importantes regiões no mundo, como a Europa, a demanda por embarcações, muitas delas construídas e operadas por companhias chinesas, caiu, levando também os valores do frete marítimo para baixo.

A frota dos megacargueiros da Vale, mais competitivos que outras embarcações, pelos ganhos de escala, está ampliando sua atuação no mercado justamente neste momento ruim do setor, alimentando o lobby contrário chinês.

A China Shipowners Association e as siderúrgicas disseram que a frota de meganavios da Vale pode ser um "Cavalo de Troia", que permitiria à mineradora monopolizar os mercados de minério de ferro às custas da China.

O vice-presidente executivo da associação de armadores, Zhang Shouguo, é ex-vice-diretor da divisão de transporte marítimo do Ministério do Transporte.

Com Pequim mantendo seus portos fechados aos Valemax, a mineradora terá de depender do transporte mais caro feito por embarcações que fazem o transbordo da carga em outros países na região para abastecer o maior consumidor de minério de ferro.

Até o momento, a Vale mantinha a posição de que a dificuldade de entrada de seus meganavios na China ocorria principalmente pela falta de adaptação dos portos do país, evitando reconhecer uma motivação política relacionada à crise dos armadores chineses.

Consultada nesta terça-feira sobre a decisão do governo chinês, a área de comunicação da Vale informou que não comentaria imediatamente o tema.

Uma fonte na companhia familiarizada com a situação disse à Reuters que a Vale ainda buscava uma confirmação diretamente com o governo chinês da proibição dos meganavios.

Afirmou também que caso a proibição se mantenha, a alternativa será utilizar países como Filipinas e a Malásia para atracar as embarcações, e repassar o minério a navios menores, que seguiriam para a China.

O projeto da Malásia, chamado de Taluk Rubiah, ainda está em desenvolvimento e tem previsão para operar em 2014. É um centro de distribuição com capacidade de movimentar 60 milhões de toneladas/ano de minério de ferro. Ele foi concebido para atender Japão e Austrália, inicialmente, mas segundo a fonte da empresa, "poderia perfeitamente atender à China".


Petrobras comunica vazamento de óleo no pré-sal da Bacia de Santos

Estimativa da empresa é que tenham sido derramados cerca de 160 barris de petróleo



                      



Um acidente ocorrido nesta manhã na plataforma da Petrobras onde está sendo realizado o teste de longa duração do campo de Carioca Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos, provocou vazamento de óleo no mar, em quantidade estimada em 160 barris de petróleo, ou cerca de 33 mil litros de óleo, segundo a estatal. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o poço foi fechado, contendo definitivamente o vazamento. As ações para conter a mancha estão em andamento.


A Petrobras afirmou que, após o rompimento da tubulação, o sistema de segurança fechou automaticamente o poço. "O poço encontra-se fechado e em condições seguras", garantiu a estatal em comunicado. “Uma estimativa preliminar aponta a possibilidade de terem vazado 160 barris de petróleo. Não há possibilidade de o petróleo chegar à costa brasileira", acrescentou a empresa.Segundo a empresa, houve um rompimento na coluna de produção do FPWSO Dynamic Producer às 8h30 da manhã. O navio-plataforma está localizado a cerca de 300 quilômetros da costa do Estado de São Paulo em um local onde a profundidade é 2.140 metros. Esta ruptura ocorreu a uma profundidade de 670 metros.


A Petrobras também acionou seu plano de emergência para recolher o petróleo no mar e o óleo residual da parte superior da coluna de produção. A companhia já informou a Marinhal, o Ibama e ANP sobre o acidente e está investigando suas causas.
A agência de petróleo informou ainda que está investigando o acidente e que uma equipe fará vistoria a bordo da plataforma a partir desta quarta-feira.




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

McDonald's muda receita após denúncia



Jamie Oliver, chef britânico, mostrou em programa que rede de fast-food usava hidróxido de amônio para converter sobras de carne gordurosa em recheio

A rede de fast-food McDonald's anunciou que mudará a receita de seus hambúrgueres nos Estados Unidos. A mudança acontece pouco tempo após o chef de cozinha britânico Jamie Oliver descobrir e mostrar em um programa de TV que a rede usa hidróxido de amônio para converter partes gordurosas de carne em recheio para seus produtos, segundo informações do Mail Online.

"Basicamente, estamos falando de comida que seria vendida por um preço muito baixo para produzir comida para cães, e que, depois desse processo, é vendida como alimento para humanos", afirmou Oliver. "Por que qualquer ser humano sensato colocaria carne com amônio na boca de suas crianças?", questionou o chef.

A receita, que o apresentador chamou de "lodo rosa", é produzida, segundo ele, em um processo pelo qual a carne é "centrifugada" e "lavada" em uma solução de hidróxido de amônio e água.

De acordo com o Mail Online, o processo de conversão nunca foi utilizado no Reino Unido, nem na Irlanda, países que usam carne de produtores locais.

Ao site, o McDonal's negou que tenha optado pela troca de sua receita por causa da denúncia de Jamie Oliver. A matéria diz ainda que duas outras redes - Burger King e Taco Bell - utilizavam hidróxido de amônio em suas receitas, mas já modificaram as receitas.

Procurada, a Arcos Dourados, empresa que opera a marca McDonald's na América Latina, informou que "o aditivo em questão não é utilizado como ingrediente nem em qualquer processo da cadeia produtiva da marca na região".

A companhia acrescentou que "os hambúrgueres são preparados com 100% de carne bovina e que toda a produção é validada pelas autoridades regulatórias locais".

Assista a um trecho do programa em que Jamie Oliver explica o processo

Vale impulsiona política ambiental e trabalhista após críticas em Davos


Cartaz da votação “Public Eye People´s” sobre a Vale

A empresa é acusada de violar os direitos humanos com suas condições desumanas de trabalho e de exploração sem considerar a natureza.


Vale, maior produtora de mineral de ferro do mundo, defendeu nesta sexta-feira suas políticas ambientais e trabalhistas, após ser considerada uma das "piores empresas" nessas frentes por ONGs em Davos, Suíça.
As organizações Declaração de Berna e Greenpeace da Suíça acusaram a Vale de violar os direitos humanos com suas condições desumanas de trabalho e de exploração sem considerar a natureza.
"A Vale sabe que a atividade mineral gera impactos e por isso atua de forma controlá-los e reduzi-los", respondeu a empresa em seu site no qual informou também que em 2012 "planeja investir 1,65 bilhão de dólares em ações socioambientais".

A gigante informou também que determina suas políticas baseadas em um "guia de direitos humanos" lançado em 2010 e que determina as condições trabalhistas de seus funcionários. "A Vale oferece seus trabalhadores um salário igual ou maior ao salário-mínimo exigido em cada localidade", assegura.

"Para fortalecer uma cultura baseada em resultados, o pacote de remuneração de cada funcionário inclui o pagamento de uma remuneração variável" com "títulos baseados no desempenho individual", informa o site da Vale, desenhado para "esclarecer" as afirmações contra a empresa.
A Vale defendeu também sua participação (9%) na construção da polêmica hidrelétrica de Belo Monte, que responde a suas necessidades de "grande consumidor de eletricidade" e a seus planos de crescimento.
Além da Vale, o banco britânico Barclays foi também catalogado dentro das "piores empresas" por práticas especulativas com os alimentos, que provocaram altas nos preços com consequências nefastas para os mais pobres.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Contax quer contratar 12.000 pessoas em 2012 na América Latina

Os planos de contratação equivalem a um aumento de 10 por cento nos atuais quadros, que eram de 115.000 empregados no final de 2011


Centro de atendimento da Contax, no Rio



A Contax Participações SA, maior empresa de call center com capital aberto do País, pretende contratar 12.000 funcionários para expandir suas operações na América Latina este ano, disse Marco Schroeder, diretor de finanças e relações com investidores da companhia.

Os planos de contratação equivalem a um aumento de 10 por cento nos atuais quadros, que eram de 115.000 empregados no final de 2011 na empresa sediada no Rio de Janeiro, que abriu seu capital na BM&FBovespa em 2005. Do total de funcionários, 15.000 estão fora do Brasil, herdados da Allus Global BPO Center, disse o executivo.

A companhia vai manter um ritmo de contratações de 5.000 funcionários por mês este ano, dos quais, em média, 4.000 são reposição e 1.000 novos, equivalendo a 12.000 novos empregados, segundo ele. Cerca de 5.000 das contratações serão feitas fora do Brasil, para atender clientes em língua espanhola.

“Os principais setores que atendemos, que são o de telecomunicações e o financeiro, continuam a crescer e a gerar demanda por atendimento”, disse Schroeder em entrevista em São Paulo em 24 de janeiro. “A meta agora é começar a migrar para outras áreas, para além do call center.”

A empresa fechou um acordo de R$ 332 milhões em abril de 2011 para comprar o controle do grupo Allus. A empresa tem receita anualizada de R$ 450 milhões e operações na Argentina, Peru e Colômbia, além de área comercial montada nos Estados Unidos e Espanha para atender clientes de língua espanhola. A companhia quer consolidar aquisições e fortalecer sua expansão no setor de serviços de tecnologia e em outros países da região, disse o diretor.

Fonte: Revista Exame

Refugiados denunciam maus-tratos em fábrica da Sadia



Em condições análogas à escravidão, segundo as denúncias, trabalhadores eram contratados para o abate halal, feito manualmente por seguidores do islã


Fábrica da Sadia, em Vitória de Santo Antão, Pernambuco
Uma das fábrica da Sadia: essa em Vitória de Santo Antão, Pernambuco


As condições de trabalho de duas fábricas da Sadia (BRFoods), no Paraná, são alvo de uma investigação de trabalho escravo de estrangeiros pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A unidade terceirizada pela empresa na cidade de Samambaia, no Distrito Federal, também sofreu denúncias de trabalhadores muçulmanos, contratados para o abate halal, vendidas a seguidores do islã.


   Uma das denúncias foi feita por um jovem afegão que, depois de ter sido ameaçado de morte pelo Talebã por se recusar a pagar propinas, abandonou sua cidade natal e pagou cinco mil dólares a uma gangue de tráfico humano para pedir refúgio e reiniciar a vida no Brasil. As informações são da BBC.
Ao chegar no país, ele foi levado para um trabalho escravo em uma prestadora de serviços para a Sadia, em Samambaia. O emprego consistia em degolar com uma faca 75 frangos por minuto pelo método halal, selo requerido pelos países de maioria islâmica que importam a carne brasileira. O salário: 700 reais por mês.
Depois de ser demitido por fazer queixas ao seu supervisor, o jovem sem nenhum tostão deu entrada ao seu pedido de refúgio ao Conare (Comitê Nacional para os Refugiados, órgão vinculado ao Ministério da Justiça).
O abate halal requer que os animais tenham suas gargantas cortadas manualmente por seguidores do islã. Eles devem pronunciar a frase "Em nome de Deus, Deus é maior!" (Bismillah Allahu Akbar, em árabe) antes de cada degola.
Resposta
Em resposta, a assessoria da BrasilFoods disse que atende a uma exigência de mercados islâmicos, em especial de países do Oriente Médio. De acordo com tais exigências, o trabalho deve ser executado por funcionários muçulmanos que sejam vinculados a uma entidade certificada pelas autoridades daqueles países. Portanto, a contratação terceirizada é uma necessidade.
Ainda de acordo com a empresa, esses funcionários terceiros cumprem uma jornada de trabalho equivalente aos trabalhadores contratados diretamente pela empresa (no caso, a entidade certificada por países islâmicos prestadora de serviços). Durante o período em que permanecem no interior da planta, eles estão sujeitos às mesmas condições dos demais trabalhadores da unidade.
Como regra, em todos os casos de contratação de mão de obra terceirizada, a BRF diz exigir que o fornecedor apresente regularmente os comprovantes de recolhimento das contribuições trabalhistas, sociais e fiscais.