terça-feira, 9 de junho de 2015

Educação x Desmistificação

A dificuldade está no modelo mundial de educação (interesse dos governos totalitários na alienação da humanidade), e na falta de interesse dos indivíduos de buscarem outros formas de se educarem, de irem além da educação ditatorial, impositiva proposta pelas organizações de poder, que preferem a idiotia à constrição da desmistificação. É mais fácil alimentar a idiotia, do que ter modelos de educação desmistificadora, incentivados por instituições, e a busca do indivíduo de "subterfúgios" desmistificadores. 


A educação desde a era industrial é instrumental, deixa pouco espaço para a ruptura de modelos mentais. Não conhecemos vários casos de gênios que eram péssimos alunos, e muitos abandonaram a escola? Indivíduos resistentes a serem desafiados e desestruturados, querem apenas "receitas" de um bolo que já está pra lá de cansado e precisaria de uma implosão para uma nutritiva disruptura. 




por Ricardo Bressan e Patricia Galante de Sá.

De genes egoístas a indivíduos cooperativos

Contradições da sustentabilidade

"A dúvida é um dos nomes da inteligência." Jorge Luís Borges A ênfase no ambiental que faz parte do Triple Bottom Line (não deixa de ser importante), mas não é só. O ponto negativo está exatamente aí. Muitas organizações e indivíduos se utilizam da responsabilidade ambiental, e muitas deixam de lado o social e o econômico. Enxergam a sustentabilidade de forma ambígua e restrita, esvaziando a essência e a complexidade do conceito. No nível individual, também, muitos se preocupam somente com a reciclagem e a preservação do meio ambiente, e se esquecem da reciclagem moral e ética. Quantos de nós são cegos em relação à miséria social.


Criticamos, mas passamos às pressas por aqueles que consideramos viver à "margem da sociedade". Enfim, não vemos, e não ouvimos, o som ao redor. A sustentabilidade abrange um terreno muito mais vasto que somente o meio ambiente. 

Utilizar-se somente do uníssono ambiental, e minimizar o conteúdo econômico e social, esvazia a complexidade do conceito é a execução sustentável. O discurso e a construção de mensagens voltadas somente para um aspecto da sustentabilidade, desvia a visão ampla do conceito, que deveria abranger a alteridade, o altruísmo, para com as mais diversas necessidades da humanidade.



 "Apesar de ser um ardente darwinista, quando tento explicar porque estamos aqui, eu também sou um ardente antidarwinista quando se trata de planejar, e eu realmente quero dizer planejar o tipo de sociedade na qual desejamos viver. Podemos fazer planos para o futuro. Podemos fazer planos para um futuro altruísta, deixando para trás os ditames de nossos genes egoístas." Richard Dawkins

Política da destruição


A educação tradicional traz conhecimentos restritos e especializados, incapazes de compreender a complexidade das causas. Uma arquitetura ligada aos feitos deterministas, e não à transcendência a que se propõem o conhecimento humanístico. A estrutura determinista incapacita a intelectualidade, a capacidade de reconhecer a essência, a fundamentação da problemática global.


A aparência constitui a realidade: imagem é tudo, identidade é nada

O espaço público privado só abriga o que é "relevante", de modo que subjetivismos (experiências ou virtudes advindas deles), não encontram abrigo, conforto ou comodidade, não têm relevância nesse local, ao contrário são repugnados, rechaçados. Com isso o "irrelevante" é desprezado pelo domínio privado. A subjetividade perde sua grandiosidade para a superficialidade, futilidade, superfluidade transformada em necessidade pela construção de discursos, mensagens e imagens grandiosas de persuasão manipuladas pelas organizações de poder.
  
                          

Por que a a arte é inacessível (financeiramente) e desprezada pela sociedade?

Não é interessante que ela, com seu efeito catártico, gere reflexão, pensamento, senso crítico, desperte a necessidade do indivíduo de desmistificar, buscar caminhos que o leve próximo de "outra realidade".
A arte nunca vai ser incentivada e facilitada, pois contradiz os discursos e os códigos culturais ditatoriais, que tem como objetivo manter o ser humano sob a rédea curta das organizações de poder.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Boticário e água benta


O preconceito, seja ele ligado à etnia, sexo ou credo é um meme cultural disseminado por indivíduos desinformados que tem um posicionamento direcionado pela ignorância (falta de conhecimento) histórica e humanística.


Seja no Antigo e no Novo Testamento, parábolas e aforismos são interpretados e disseminados, muitas vezes, de forma errônea.

Principalmente na era cristã, com o surgimento do catolicismo, e depois com as instituições protestantes, desenvolveram-se diversos tabus construídos pela dislexia dos religiosos ortodoxos.
Antes de Cristo, entre os gregos e romanos, não existia esse tipo de tabu. A homossexualidade era comum à Physis (natureza) desses povos. Enfim, todas as discriminações no planeta Terra, foram concebidas pelos seres humanos, por interesses políticos, econômicos e ideológicos. Da mesma forma que o repudio à discriminação é movido por esses mesmos interesses.

  

No caso dos homossexuais, o capital descobriu o potencial desses consumidores, em sua maioria, com ótimo poder aquisitivo e gosto refinado.

Assim, a causa de se configurar um novo meme que extinga o preconceito contra essa minoria, está clara. Interesses muito mais econômicos do que humanísticos.

Mesmo que assim seja, teríamos que começar de alguma forma, independente das intenções, esse processo de quebrar de tabus.

Segundo o zoologista Richard Dawkins, criador do conceito, o meme é um código cultural que prevalece de acordo com a sua força de transmissão e assimilação dentro do organismo social. Usado como metáfora, Dawkins, analogamente, observa o processo de evolução cultural, assemelhando-o à teoria da evolução de Darwin: um meme seria como um gene, ou seja, sobrevive aquele que melhor se adapta ao meio. Assim, como o gene, ele mantém sua capacidade ou força de persuasão, até ser eliminado ou superado por um novo meme.

Ele descreve os seres humanos como veículos e replicadores de genes (porção do DNA capaz de produzir um efeito no organismo que seja hereditário e possa ser alvo da seleção natural) e de memes que se replicam e sobrevivem de forma semelhante aos genes, através de um processo de seleção e competitividade. Segundo ele, somos veículos, mas não necessariamente serviçais:

"Somos construídos como máquinas de genes e educados como máquinas de memes, mas temos o poder de nos revoltar contra os nossos criadores. Somos os únicos na Terra que temos o poder de nos rebelar contra a tirania dos replicadores egoístas".

Para Dawkins, uma das razões para o grande apelo exercido pela teoria da seleção de grupo talvez seja o fato de ela se afinar completamente com os IDEAIS MORAIS E POLÍTICOS partilhados pela maioria de nós. Como indivíduos ou organizações, não raro, nos comportamos de forma egoísta (identidade). Nos momentos idealistas reverenciamos e admiramos aqueles que colocam o bem-estar dos outros em primeiro lugar (imagem).

Enfim, parabéns ao Boticário pelo posicionamento e a excelente estratégia de marketing finalizada com a linda mensagem projetada pela propaganda que segue: