quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Ideias são fáceis. Implementação é difícil." Guy kawasaky Será? Concorda?


Foto: "Ideias são fáceis. Implementação é difícil." Guy kawasaky

Será? Concorda?

Diria ao contrário: ideias são difíceis, pois ficam presas à falta de conhecimento. São reminiscências de conceitos atávicos do século XIX.

A grande questão é o automatismo da educação. A ideia depende do conhecimento, que transcende cartilhas irrefutáveis. Essas condicionadas à mecânica educacional e organizacional, nos acompanham, desde o jardim da infância. 

Exemplo disso são as perguntas padronizadas do RH. 

Cada caso é um caso. O indivíduo é influenciado pelo meio. 

Se buscamos valorizar nosso individualismo, no que tange à gestão de conhecimento, nos desvinculamos do senso comum.

É assim que, em minha opinião, desenvolvemos grandes ideias. Diria que não há como implementar sem um verdadeiro brainstorm. 

Sem conexão de ideias não há implementação sustentável e o resultado é uma execução transitória que não se mantém a longo prazo. 

Não há gestão saudável sem o alinhamento de valores entre todos os stakeholders, sejam eles diretos ou indiretos. 

Os problemas dos relacionamentos organizacionais estão nos posicionamentos de seus gestores que, em busca de resultados imediatos, não interagem como uma família saudável em busca do bem comum, dos seus objetivos.

Vivem como casais acomodados, em um infinito embate de personalidades. Não buscam o diálogo, a apuração, a investigação, o conhecimento histórico daquilo que os circunda. 

Não percebem que os resultados virão de uma verdadeira gestão do conhecimento ou do relacionamento com seu entorno.
Diria ao contrário: ideias são difíceis, pois ficam presas à falta de conhecimento. São reminiscências de conceitos atávicos do século XIX.


A grande questão é o automatismo da educação. A ideia depende do conhecimento, que transcende cartilhas irrefutáveis. Essas condicionadas à mecânica educacional e organizacional, nos acompanham, desde o jardim da infância.

Exemplo disso são as perguntas padronizadas do RH.
Cada caso é um caso. O indivíduo é influenciado pelo meio.

Se buscamos valorizar nosso individualismo, no que tange à gestão de conhecimento, nos desvinculamos do senso comum.

É assim que, em minha opinião, desenvolvemos grandes ideias. Diria que não há como implementar sem um verdadeiro brainstorm.

Sem conexão de ideias não há implementação sustentável e o resultado é uma execução transitória que não se mantém a longo prazo.

Não há gestão saudável sem o alinhamento de valores entre todos os stakeholders, sejam eles diretos ou indiretos.

Os problemas dos relacionamentos organizacionais estão nos posicionamentos de seus gestores que, em busca de resultados imediatos, não interagem como uma família saudável em busca do bem comum, dos seus objetivos.



Vivem como casais acomodados, em um infinito embate de personalidades. Não buscam o diálogo, a apuração, a investigação, o conhecimento histórico daquilo que os circunda.

Não percebem que os resultados virão de uma verdadeira gestão do conhecimento ou do relacionamento com seu entorno.


A era das ideias líquidas e fugazes

Escrever textos curtos para ter projeção e mais visibilidade nas mídias digitais, nos distância das verdadeiras redes de conhecimento. Dessa forma, como diz Bauman, nossas ideias se tornam cada vez mais líquidas e fugazes.

"Artigos científicos cada vez mais curtos. Veículos midiáticos que precisam vender notícias. Qual o real custo desta situação? Em vídeo exclusivo, António Damásio, neurocientista português, argumenta que reduzir informações na divulgação das pesquisas é um retrocesso. Citações incompletas e conhecimento prévio omitido geram uma ciência sem passado que aponta resultados removendo a história do comportamento humano."

O silêncio dos inocentes



Percorri 20 quilômetros de Congonhas até a minha casa. 

No caminho divaguei: a sociedade está "muda", não "cega". 

Não vi, nas casas, nos apartamentos, nos carros, uma bandeira se quer (somente em estabelecimentos comerciais).

Estamos mostrando nossa indignação, nossa revolta.

Acredito que, nesta ocasião, o "silêncio" seja mais producente e contundente do que manifestações, estardalhaços ou greves, que prejudica a maioria da população, que não ganha 1/3 do salário, comparada àqueles que as conduzem de forma pretensiosa e oportunista.



Acredito que o "silêncio" esteja preocupando muito mais as organizações de poder.

A sociedade também emite seus significados. Eles estão implícitos, nessas ações, perceptíveis aos mais atentos.

Somos o que somos, pois acreditamos nas coisas que nos impõe.


O sistema em que vivemos não determina a nossa vida, mas dá condições para que a infelicidade se instale. 
O amor restaura.


Os momentos de felicidade está em abstrair o concreto. 


Viveremos bem, quando aprendermos a viver o simples. 

O resto são signos criados para vivermos uma realidade de mentiras. 


A esquizofrenia social surge da soberba, da avareza, da supressão do amor.

Ficamos presos a maniqueísmos, ao invés de nos atentarmos à complexidade dos fatos





A corrupção é um problema endêmico em todo o mundo, mas não é o maior dos problemas. 



O problema é que o Estado cada vez menos intervém na economia, poucoinveste em políticas públicas e as deixam à mercê da especulação financeira e econômica. 

Não há regulamentação para o lucro infinito e individualista. Há, sim, leis para inibir e coibir a verdadeira democracia, a participação daqueles que necessitam.

Deveríamos buscar os mais diversos meios de informação. 

A dificuldade é que vivemos numa sociedade que pouco lê, pouco se informa, não busca outras versões sobre a realidade dos fatos. 


A grande mídia é soberana na formação da opinião pública e, por consequência, influencia também seu comportamento. 



A incapacidade brasileira de enfrentar a violência urbana tem o mesmo fundamento da americana: qualquer mudança" em sociedades tão desiguais é vista e sentida com pavor. E continuamos a investir nossos medos nos alvos mais improváveis, a dissimular o que efetivamente inquieta". Paulo Sérgio Pinheiro



"Um dos paradoxos relativos a cultura do medo é que os problemas sérios continuam ignorados. A pobreza correlaciona-se com molestamento de crianças, crimes e consumo de drogas. E quanto maior a diferença entre ricos e pobres, maiores os índices de mortalidade por doenças cardíacas, câncer e homicídio. As notícias (imagens, noticiários) sobre crimes aumentam todos dias. Sendo que as estatísticas mostram que decresceram." Barry Glassner



Para finalizar, diz Dawkins: "uma das razões para o grande apelo exercido pela teoria da seleção de grupo talvez seja o fato de ela se afinar completamente com os IDEAIS MORAIS E POLÍTICOS partilhados pela maioria de nós. Como indivíduos ou organizações, não raro, nos comportamos de forma egoísta (identidade). Nos momentos idealistas reverenciamos e admiramos aqueles que colocam o bem-estar dos outros em primeiro lugar (imagem)."



Não vivemos o real, e sim a projeção de uma realidade falaciosa. Vivemos conduzidos pelos simulacros.

Sejamos menos niilistas e pensemos de forma mais otimista


Nos dias de hoje, diferente de há oito décadas, mesmo com a crise de 2008, nos EUA, a europeia e as mais recentes crises políticas no Egito, no Brasil e na Venezuela, as condições políticas e de interação entre as organizações e a sociedade são outras.

                     




Como define o grande pensador da atualidade Manuel Castells: "as forças tecnológicas desencadeadas pela engenhosidade humana e a submissão coletiva ao autômato têm fugido do controle de seus criadores". Mesmo que não soberana, a coletividade vem se impondo, consideravelmente à política social, ambiental e econômica atual.




                                    

domingo, 25 de maio de 2014

Crise Zara parte 2: Cometendo o mesmo erro

Onde está a sustentabilidade, ou melhor, a alteridade?








Leiam trechos da entrevista de João Braga, presidente da Zara no Brasil, concedida à Folha de São Paulo, na última terça-feira, 22 de maio, de 2014.

Após três anos, Braga volta a dizer, que a empresa não tem responsabilidade pelos serviços contratados por seus fornecedores, quando o Ministério do trabalho constatou que uma de suas fornecedoras contratou oficinas suspeitas de submeter imigrantes a condições sub-humanas, análogas ao trabalho escravo. Ele afirma que não tem responsabilidade sobre esses tipos de serviços, que são terceirizados: 

“Atualmente são 32 fornecedores, com 200 empresas contratadas por eles. O mais importante para nós é garantirmos que todas elas estejam agindo dentro da mesma linha. Não cabe a nós entrar na questão de terceirização. Nós não terceirizamos. Quem terceiriza é ó nosso fornecedor. Somos varejistas, compramos produto acabado dos fornecedores que nos apresentam ou dão um preço da peça ao valor de mercado.”

Justifica-se: “Houve uma violação clara ao nosso código de conduta, de maneira consciente por parte de um fornecedor que autuamos de imediato [a confecção AHA, fiscalizada em 2011]. Mas propusemos ações muito concretas e realistas para descartar situações como essas no futuro.” 

Como?

"Não só no nosso programa de reforço na forma que atua nossa cadeia, mas também na capacitação, com medidas de apoio social a imigrantes, foram R$ 14 milhões investidos desde 2011.”

É como se ele dissesse: pagamos pelo nosso erro com 14 milhões de reais, "presenteamos" os imigrantes com projetos sociais. Não seria o correto promover tal ação social, após a mudança na cadeia de processos e operações? Assim, realmente estaria sendo transparente e passaria credibilidade aos seus públicos de interesse, principalmente à sociedade de forma geral.

Como dizia Einstein: "insanidade é cometer os mesmos erros esperando resultados diferentes."

Contradição

Caminho diariamente pela Rua Santa Efigênia, no centro de São Paulo, por ali, vejo lojas que vendem iPhones pela metade do preço das autorizadas. Se uma da minhas filhas chegasse com um desses aparelhos em casa, o que faria? Diria a elas: não se preocupem com os fornecedores das lojas? A terceirização não importa?

O que vale é não comprar direto da mão de quem o roubou!

Na opinião ególatra e pouco altruísta do presidente, o importante é que não comprem direto das mãos das 200 empresas, contratadas por seus fornecedores.

Se o “líder” sabe, que 200 empresas são terceirizadas pelos seus 32 fornecedores, não seria mais coerente investir em uma estratégia que tivesse como objetivo investigar e apurar essas terceirizações, do que em medidas pontuais de filantropia? 

Ações como essas comprovam que muitos “lideres” não se atentam as mudanças, ao contrário, ficam presos as reminiscências do automatismo organizacional.

O verdadeiro líder preocupa-se com toda a cadeia de valores da organização, processos e operações por meio de um PROCESSO COMPENSATÓRIO que venha a beneficiar, ou melhor, ser justo com todos os seus públicos de interesse, sejam eles diretos ou indiretos. A comunicação e, principalmente, as atitudes e comportamentos paradoxais aos valores, que deveriam servir de exemplo para todos aqueles inseridos no organismo social, são os grandes responsáveis pelas crises organizacionais.

A comunicação deve servir como meio de projetar, através dos mais diversos canais de mídia, a imagem como reflexo da identidade organizacional. 
Não é o caso da Zara.